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Bom Dia 16 de abril de 2015- quinta feira – noticias na primeira hora da contato consultoria

16.04.15 | Por Fenep | Categoria: Destaque - Educação

O FUTURO DO ENSINO SUPERIOR: CINCO TENDÊNCIAS

Em uma sociedade onde o uso de diferentes dispositivos eletrônicos faz parte do cotidiano, a parceria entre educação e tecnologia parece o caminho mais natural. Mas será que o futuro do Ensino Superior está ligado apenas às ferramentas, dispositivos e aplicativos? No relatórioHorizon Report 2013, documento anual produzido pela New Media Consortium e Educause Learning Initiative, especialistas em educação esclarecem que, até 2018, as mudanças passam por uma completa renovação profissional e novas formas ver o aprendizado.
Confira quais são as tendências para o Ensino Superior nos próximos cinco anos:

1.                Educação aberta

Conceitos como conteúdo, dados e recursos abertos serão muito valorizados. Existirá a necessidade de focar na curadoria de conteúdo para validar as informações que, muitas vezes, vem de diversas fontes. Diferentemente de “educação gratuita”, o termo “educação aberta” é utilizado para designar um conhecimento que é livre e pode ser remixado, replicado e de amplo acesso. Características como transparência e acessibilidade dos dados também fazem parte dessa tendência.

2. Cursos abertos e gratuitos

Os cursos online, abertos e gratuitos (os chamados MOOCS – Massive Online Open Courses –, em inglês) se fortalecem como uma alternativa ao estudo tradicional. A perspectiva de atingir dezenas de pessoas com um único curso leva cada vez mais instituições a discutirem questões relacionadas ao financiamento de tais atividades.

3                  Habilidades do mundo real

O mercado de trabalho exige habilidades que não estão nas grades curriculares dos cursos de ensino superior. Por esse motivo, o aprendizado informal será cada vez mais frequente. Seja através do uso de novas tecnologias ou de espaços informais, os alunos serão estimulados a experimentar, brincar e explorar temas com base em suas próprias motivações, além de desenvolver o senso crítico e a comunicação.

4                  Novas fontes de informação

Transformar a experiência de aprender em um processo personalizado será a chave dos próximos anos. A utilização de ferramentas de Learning Analytics (Análise de Dados de Aprendizagem) dará aos gestores das universidades um vasto número de dados sobre as atividades educacionais online dos estudantes. A esperança é que essa informação permita uma melhoria contínua nos resultados do ensino.

5. Novo papel para o professor

Com um número crescente de estudantes aprendendo de maneira informal, qual é o papel do professor? A tendência é a renovação dos educadores, que precisam se posicionar cada vez mais como curadores de conteúdo, dando aos alunos ferramentas para encontrar o conhecimento dentro e fora de sala de aula.
O futuro da educação passará por muitos desafios. Para você, qual destas cinco tendências listadas é a mais importante?
Quer conhecer mais tendências para o futuro do ensino? No Fórum Desafios da Educação, Katie Blot,Vice-Presidente sênior de consultoria da Blackboard Inc. e especialista em Educação e Tecnologia, vai mostrar como as Instituições de Ensino Superior devem se preparar para os próximos desafios da Educação. Inscreva-se e participe da discussão: as vagas são limitadas!

O ENSINO SUPERIOR DO FUTURO

“Nos Estados Unidos, um sexto das matrículas no ensino superior já é feito em cursos on-line. O Brasil está chegando perto dos EUA, com uma em cada sete”

O futuro da escola: os cursos terão menor duração e serão fortemente multidisciplinares

Há uns anos, fui dar uma palestra em uma universidade privada. Perguntei ao diretor qual era o maior desafio deles. Imaginei que ele fosse me dizer que eram outras universidades semelhantes, ou a universidade pública, mas não: “O que nos atrapalha é esse pessoal que engana os alunos dizendo que curso de dois anos é ensino superior”. Eis um bom retrato do nosso ensino superior: não só pequeno como atrasado. Hoje, nosso primeiro problema é termos uma taxa de matrícula de 22%, entre um terço e um quarto da dos países desenvolvidos, metade da de países como Chile, Venezuela e Peru e abaixo da de todos os Brics, exceto a Índia.

A principal explicação para esse acanhamento no ensino superior é a falência da nossa educação básica. Mas, se algum dia consertarmos esse problema (crença que se aproxima cada vez mais do dito sobre o segundo casamento: é o triunfo da esperança sobre a experiência), nossos graduandos se defrontarão com um modelo de ensino superior defasado. Esse não é um problema só brasileiro. No começo do ano participei de um seminário sobre ensino superior em países em desenvolvimento na Universidade de Oxford, e o que se discutiu lá, mais aquilo que já vem sendo pensado aqui, nos permite ter uma ideia de como será o ensino superior da próxima geração. Eis os horizontes mais relevantes (agradeço a Jamil Salmi, até recentemente líder da área de ensino superior do Banco Mundial, por muitos dos exemplos abaixo).

Flexibilidade

Durante séculos, o ensino superior foi algo que acontecia em universidades, em cursos de quatro anos, preparando o aluno para uma carreira específica. No futuro, o ensino se dará em universidades, em escolas técnicas e em outros formatos que ainda não conhecemos que permitam o lifelong learning, o aprendizado ao longo de toda a vida.

Os cursos poderão ser presenciais ou on-line. Mais frequentemente, serão das duas formas. Terão dois, três ou quatro anos de duração. Tratarão de várias áreas do conhecimento, e estarão mais preocupados em ensinar a pensar do que em transmitir conhecimentos e habilidades específicos, pois a obsolescência do saber será ainda maior do que é hoje.

Menor duração

O Brasil tem três tipos de formação: bacharelado, licenciatura e curso de tecnólogo. Esse último dura entre dois e três anos, focado no desenvolvimento de uma competência profissional específica, normalmente para cargos de salário médio. No Brasil, só 10% das matrículas em cursos presenciais está nesse tipo de curso. Na China, é mais da metade. Nos países desenvolvidos (OCDE), é um terço (dados disponíveis em twitter.com/gioschpe).

Em vez de ser percebido como a melhor alternativa para a pessoa que busca um diferencial rápido e eficaz no mercado de trabalho, o curso de tecnólogo ainda é erroneamente visto como um “primo pobre” do ensino “de verdade”.

Laços com o ensino básico

Nas últimas décadas, o ensino superior se massificou e deselitizou (o Brasil ainda chegará lá), e o ritmo de inovação no mercado de trabalho fez com que um diploma de uma boa universidade não fosse mais suficiente para uma carreira cada vez mais longa. Assim, a distinção entre educação básica e superior vai ter cada vez menos sentido. Ambas estarão dentro de um contínuo, que começa na pré-escola e só termina com a morte.
Na Alemanha, as faculdades de engenharia e escolas politécnicas já estão em contato com jardins de infância para atrair futuros bons engenheiros. No Brasil, teremos um problema adicional a resolver: as áreas de licenciatura e pedagogia, hoje patinhos feios da academia, terão de ganhar em importância e prestígio. As universidades terão de entender que sem um aluno bem formado no ensino básico não conseguirão fazer o seu trabalho com qualidade.

Tecnologia

No Brasil, só reconhecemos diplomas de instituições brasileiras, mas certamente em breve validaremos o ensino dado nas melhores universidades do mundo. Hoje já é possível assistir, on-line e sem custo, a aulas de instituições como o MIT e Stanford. Nos EUA, um sexto das matrículas do ensino superior já é feito em cursos on-line. O Brasil está chegando perto, com uma em cada sete, depois de uma explosão que levou o número de matriculados de 200 000, em 2006, para 930 000, em 2010.

Stanford, Purdue e Duke são universidades que já gravam todos os seus cursos, para que os alunos possam baixá-los e rever as aulas quantas vezes quiserem. Há algumas semanas, a Apple lançou uma plataforma de venda de livros didáticos para o iPad. Além do texto, tem vídeos, animações, lugar para resumos. Em breve, serão compartilháveis.

Desabou a torre de Marfim

À medida que o ensino superior se massifica, desaparece a noção da academia como instituição alheia (e superior) ao mundo “real”. Haverá cada vez mais forte competição entre instituições pelo aluno, o que faz com que as universidades precisem se desdobrar para atender às demandas dos alunos e de seus futuros empregadores. A Universidade do Sul da Flórida dá uma garantia a seus alunos de engenharia: se, durante seus cinco primeiros anos no mercado de emprego, eles sentirem a necessidade de competências que não aprenderam na faculdade, podem voltar e aprendê-las de graça.

Currículo

Oscar Wilde (1854-1900) escreveu que nada que vale a pena saber pode ser ensinado. O desafio das universidades do futuro será ensinar apenas aquilo que vale a pena saber, o que demandará novos currículos e nova didática. Um exemplo é o Olin College of Engineering, nos EUA. O ensino é centrado na resolução de problemas, sempre em equipes. Não há departamentos acadêmicos e os professores não recebem cátedra. O currículo é baseado em um triângulo entre engenharia (o projeto é exequível?), empreendedorismo (é viável?) e humanas (é desejável?

Interdisciplinaridade

Os problemas do mundo real são complexos e não respeitam fronteiras departamentais. A universidade do futuro terá de respeitar essa realidade. Todo aluno de graduação nos EUA passa por todas as grandes áreas do saber. Só no início do terceiro ano é que ele precisará decidir qual será a sua “major”, a área em que vai se diplomar. Antes disso, o futuro cientista estuda sociologia e o historiador estuda matemática. A especialização virá mesmo só na pós-graduação.

Algumas universidades federais no Brasil tomaram a iniciativa de criar um “bacharelado interdisciplinar”. É um bom começo, ainda que a iniciativa seja limitada pelo fato de que o aluno estuda apenas uma de quatro grandes áreas (artes, humanidades, saúde e ciência e tecnologia).

Nada é de graça

Um sistema educacional que matricule perto de 100% dos jovens (EUA, Finlândia e Coreia do Sul já estão chegando perto disso) é caro. Não é possível estender esse benefício a número tão grande de alunos e esperar que os contribuintes paguem a conta. Com exceção de México, República Checa e países escandinavos, todos os países da OCDE cobram mensalidades de seus alunos em universidades públicas. Passaremos por mais algumas invasões de reitorias, mas chegaremos lá.

Contato Consultoria
Raulino

MINISTERIO DA EDUCAÇÃO

AGENDA DO MINISTRO

> MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃOAGENDA DO MINISTRO DA EDUCAÇÃORenato JanineGABINETE DO MINISTRO

Quinta-feira, 16 de Abril de 2015 08:30

Café da Manhã de Relançamento da Frente Parlamentar Mista da Educação
Local: Câmara dos Deputados

NOTICIAS

GESTÃO DE INOVAÇÃO

Ministro pede o fim de desperdícios para que educação possa contar com mais recursos
O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, defendeu nesta quarta-feira, 15, o fim da tolerância com o desperdício na administração pública. “Temos de mudar a concepção e saber que os recursos economizados em despesas correntes são mais recursos para investir na educação”, disse, ao participar do Congresso Internacional de Gestão de Inovação da Educação no Setor Público (Cigisp). “Esta agenda vai além do político, vai para a agenda da vida.”
Aberto também nesta quarta-feira, o Cigisp de 2015, organizado pelo Ministério da Educação, em parceria com a Universidade Federal de Lavras (Ufla) e com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap), visa a compartilhar experiências bem-sucedidas nas áreas de inovação e sustentabilidade. O encerramento está previsto para sexta-feira, 17.
Entre as iniciativas destinadas a melhorar o uso de recursos, Janine Ribeiro destacou o Prêmio Ideia – Desafio da Sustentabilidade, de boas práticas de redução de gastos com água e energia elétrica nas instituições federais de educação superior. Ele anunciou o lançamento de cartilha com ideias inovadoras relacionadas à sustentabilidade também nas redes federais de ensino e a divulgação de casos bem-sucedidos.
Eficiência — O ministro também assinou portaria que determina a órgãos e unidades da administração direta e indireta do Ministério da Educação a integração de esforços para o desenvolvimento de ações destinadas à melhoria da eficiência no uso racional dos recursos públicos. Entre os objetivos da portaria estão promover a sustentabilidade ambiental, econômica e social na administração pública; melhorar a qualidade do gasto público pela eliminação do desperdício e pela melhoria contínua da gestão dos processos; incentivar a implementação de ações de eficiência energética nas edificações públicas; estimular ações para o consumo racional dos recursos naturais e bens públicos; garantir a gestão integrada de resíduos pós-consumo, com a destinação ambientalmente correta; melhorar a qualidade de vida no ambiente de trabalho; reconhecer as melhores práticas de eficiência na utilização dos recursos públicos, nas dimensões de economicidade e socioambientais; compartilhar experiências práticas de sucesso, instruir, disseminar e promover o desenvolvimento de processos inovadores relacionados à educação e à administração pública em geral.
Prêmio — O primeiro dia do Cigisp também contou com a entrega dos prêmios do Desafio da Sustentabilidade, iniciativa do Ministério da Educação, por meio da Subsecretaria de Planejamento e Orçamento (SPO). A consulta pública teve mais de 18 mil ideias inscritas.
Entre as instituições da rede federal, foram classificadas em primeiro lugar — prêmio de R$ 3 milhões — a Universidade Federal do Piauí (UFPI) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA). A Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) e o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) ficaram com o segundo lugar em suas respectivas categorias e receberão R$ 1 milhão cada um. Os prêmios devem ser investidos na implementação de projetos de sustentabilidade.

Entre os participantes pessoa física, o prêmio de primeiro lugar do desafio Como Reduzir os Gastos com Consumo de Água nas Instituições Federais de Ensino? ficou com Fábio Rocha Barbosa, professor doutor da UFPI, na área de engenharia elétrica. No desafio Como Reduzir os Gastos com Consumo de Energia Elétrica nas Instituições Federais de Ensino?, o vencedor foi Lucas Cruz Sousa, estudante de engenharia elétrica da UFPI.

Assessoria de Comunicação Social

PÓS-GRADUAÇÃO

Mestrado dá novo significado a estratégias de ensino de física
Professora de física no Distrito Federal, Samara Brito está entusiasmada com as aulas do Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física, que cursa desde o segundo semestre do ano passado. “Minhas aulas foram completamente afetadas pelo caminho que tenho trilhado no mestrado”, destaca. Há 14 anos no magistério, ela leciona no Centro de Ensino Fundamental nº 8, instituição da rede pública de ensino do DF, na região administrativa do Guará, e no Colégio Marista de Brasília, da rede particular. As turmas da professora incluem alunos dos três anos do ensino médio e da educação de jovens e adultos.
Segundo Samara, a participação no curso, criado pela Sociedade Brasileira de Física (SBF) para qualificar professores da educação básica, resultou em mudanças em sua forma de ministrar aulas. “As ferramentas pedagógicas estudadas e agora mais bem compreendidas me levaram a ressignificar as estratégias de ensino”, analisa.
De acordo com o professor Marco Antonio Moreira, do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), coordenador do mestrado, o curso tem ênfase em conteúdos, tecnologias e desenvolvimento de estratégias didáticas para melhorar o ensino da física. “Com isso, espera-se que os egressos estejam mais preparados para um ensino coerente com o século 21”, ressalta. Ele diz que o mestrado é uma iniciativa importante, pois a física está quase desaparecendo nos currículos escolares e há baixa procura pela licenciatura.
Segundo o professor, além de reduzido número de aulas, o conteúdo de física do ensino médio está desatualizado. O ensino é o tradicional, de sempre. “Centrado no docente, baseado em aulas expositivas e resolução de problemas; treina o aluno para provas e não faz uso de tecnologias de comunicação e informação.”
As atividades do mestrado em ensino de física tiveram início em agosto de 2013, em 21 polos. Cerca de 300 candidatos foram selecionados para a primeira edição. Em agosto próximo, eles apresentarão dissertações e produtos educacionais desenvolvidos.
Atualmente, 46 polos estão em funcionamento em todo o país, com a participação de 750 professores mestrandos, aproximadamente. A expectativa é que nova seleção seja feita no segundo semestre deste ano, com início das atividades em março de 2016. “Provavelmente, teremos de dez a 20 novos polos e cerca de 200 novos professores mestrandos”, prevê Moreira.
Valorização — Na opinião do professor, o mestrado representa a valorização do professor de física, uma oportunidade que os docentes não imaginavam ter. “Fazer um mestrado profissional em universidades renomadas e ter bolsa para isso é algo completamente novo para os professores de física”, argumenta. Moreira lembra que a característica principal do perfil dos mestrandos é que sejam professores de física em serviço e continuem em serviço durante o mestrado. “Enquanto política pública, o Mestrado Profissional Nacional em Ensino de Física e em outras áreas é um grande avanço para a educação brasileira.”
Ligada ao polo que funciona na Universidade de Brasília (UnB), Samara assiste às aulas às segundas e terças-feiras, nos turnos vespertino e noturno. Apesar do grande desafio que tem sido fazer o mestrado e lecionar em duas escolas, ela diz que o esforço vale a pena. “Ao me debruçar novamente sobre toda a estrutura conceitual e ao revisitar todo o desenvolvimento filosófico e científico associado à física e a seu ensino, percebo o quanto é importante que um educador permaneça sempre estudando”, enfatiza. “O educador deveria ser um eterno aluno-pesquisador.”
Tecnologias — A professora, que escolheu como tema de sua dissertação O Uso do Instagram como Ferramenta de Ensino dos Fenômenos Ópticos, entende que é necessário compreender o uso de tecnologias na sala de aula. “Uma proposta recente da tecnologia educacional consiste, em vez de tentar impedir o uso de aparelhos como tablets e smartphones, em incorporar seu uso às aulas”, revela. Isso, na visão de Samara, não só vai promover o acesso livre às informações como melhorar a relação entre alunos, via e-mail e redes sociais, e favorecer a interatividade.
“Podemos observar que há uma carência na formação dos licenciados no que se refere ao uso de tecnologias na educação. A ideia, portanto, é criar possibilidades pedagógicas para professores da educação básica no uso de tecnologias para aprendizagem”, diz. “Nesse caso, por meio de dispositivos móveis, como o celular, e uma rede social, como o instagram.”

Fátima Schenini
CSF
Ex-bolsista orienta publicação sobre drones a ser apresentada na Turquia
Há quase dois anos, o então bolsista de doutorado sanduíche do programa Ciência sem Fronteiras, Bruno Sielly Jales Costa, recebeu prêmio por melhor artigo em um congresso na cidade de Lausanne, Suíça. Hoje, como professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), Bruno orientou a publicação de três alunos do ensino médio/técnico, Vitor Greati, Vinícius Ribeiro e Celso Soares, que tiveram artigo aceito para apresentação no 2015 IEEE International Conference on Fuzzy Systems (FUZZ-IEEE 2015), um dos maiores congressos da área de inteligência computacional do mundo, que esse ano acontece em Istambul, Turquia.

Os estudantes irão apresentar seu trabalho em um dos maiores congressos da área de inteligência computacional do mundo, que esse ano acontece em Istambul, Turquia (Foto: Acervo Pessoal)
O trabalho aceito para apresentação é intitulado “A Visual Protocol for Autonomous Landing of Unmanned Aerial Vehicles Based on Fuzzy Matching and Evolving Clustering” e é produto do projeto de pesquisa iniciado em 2014 no IFRN intitulado “Desenvolvimento de um Protocolo Visual de Pouso para Veículos Aéreos Não-Tripulados”, orientado por Bruno e co-orientado pelo professor Ivanilson França Vieira Júnior.

De acordo com o professor, o artigo propõe uma nova abordagem para o pouso preciso de veículos aéreos não tripulados (drones) através de um código visual próprio semelhante ao já conhecido QR Code. “Um aparelho smartphone acoplado ao drone é capaz de identificar corretamente e de maneira bastante precisa um local de pouso dentro de uma grande área de visão. Tal ferramenta facilitaria o uso de drones em missões autônomas, como por exemplo, a entrega de encomendas de uma empresa de transportes, visita a locais de difícil acesso humano etc”, explica Bruno.

O ex-bolsista destaca a simplicidade e a autonomia permitida pelo desenvolvimento do trabalho. “Uma das principais vantagens da aplicação é que todo o processamento é realizado no dispositivo acoplado ao drone, sendo possível, assim, produzir em casa o seu próprio helipad (base de pouso do drone) utilizando uma impressora colorida comum”, conta.

O evento

A IEEE International Conference on Fuzzy Systems (FUZZ-IEEE) é uma das mais consagradas conferências mundiais sobre sistemas fuzzy, e um dos carros chefes da área de inteligência computacional. Esse ano acontecerá em Istambul, Turquia, nos dias 2 a 5 de agosto. Em 2015 se comemoram os 50 anos do o primeiro artigo na área, publicado pelo Professor Lotfi Zadeh. Durante esse período, os sistemas fuzzy têm sido aplicados, com sucesso, em variados campos, tais como controle, robótica, sistemas inteligentes e análise de imagens. O evento contará com apresentações orais e em pôster, além de painéis, um programa completo de tutoriais, workshops e sessões especiais.

A equipe

Vitor Rodrigues Greati, Vinícius Campos Tinoco Ribeiro e Celso Soares são estudantes concluintes do Ensino Médio Integrado ao Técnico em Informática, pelo IFRN Campus Natal – Zona Norte. Vitor atua em projetos de pesquisa desde 2013, tendo sido bolsista da Pró-reitoria de Pesquisa e Inovação do IFRN, por dois anos, em projeto de química que lhe rendeu participações em diversas mostras e feiras e, mais recentemente, um processo de geração de patente. Vinícius esteve inserido em projetos de extensão, na área de ecologia e esportes, desde 2011. Ambos são também bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em projeto voltado ao treinamento de estudantes do ensino técnico para competições de programação. Celso atuou como monitor da disciplina de algoritmos em 2011, no IFRN, e iniciou sua trajetória na pesquisa com o projeto que gerou o artigo para o FUZZ-IEEE. Os alunos conseguiram também, em 2014, o segundo lugar em uma competição nacional de programação, a Copa Rio Info de Algoritmos (CRIA).

O professor Bruno Sielly Jales Costa foi bolsista de doutorado sanduíche do programa Ciência sem Fronteiras (Foto: Acervo Pessoal)
O professor Bruno, doutor em Engenharia Elétrica e de Computação em 2014 pela UFRN e bolsista do programa Ciência sem Fronteiras em 2013, realizou o seu estágio doutoral na Universidade de Lancaster, Inglaterra, parceria que deu origem a diversas publicações em periódicos relevantes e congressos internacionais, incluindo a premiação de melhor artigo discente na International Conference on Cybernetics (CYBCONF’ 2013), em 2013, na cidade de Lausanne, Suíça. Dedica-se atualmente à pesquisa nas áreas de inteligência computacional e automação industrial. O professor Ivanilson, professor do IFRN desde 2010, dedica-se à pesquisa nas áreas de sistemas embarcados, redes de computadores e aplicações com veículos aéreos não tripulados.

CsF

Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio de suas respectivas instituições de fomento – Capes e CNPq.
Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior. Dados do programa podem ser consultados no Painel de Controle do CsF.
(Pedro Arcanjo)
mônica bergamo

Jornalista, assina coluna com informações sobre diversas áreas, entre elas, política, moda e coluna social. Está naFolha desde abril de 1999. Escreve diariamente.

Justiça decide se novas regras do Fies valem para PUC-SP

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região decide até o fim da semana se mantém a liminar que permite à PUC de São Paulo seguir matriculando alunos pelo Fies sem os novos limites impostos pelo MEC.

EXEMPLO 2
O governo apelou diretamente ao presidente da corte, Fábio Prieto, por meio de recurso jurídico só usado diante da possibilidade de violação grave de direitos. Os advogados da União acompanham o caso com atenção, já que a manutenção da liminar em local com a “densidade jurídica” de SP, segundo jurista que acompanha o caso, teria maior chance de ser seguida por juízes de todo o país.

DÁ E SOBRA
A PUC-SP conseguiu liminar contra a trava que fixa o índice oficial da inflação (6,41%) como teto para o reajuste de mensalidades na renovação de contratos do Fies. Derrubou também outro argumento que bloqueava as matrículas –o de que já teria atingido o limite de recursos disponibilizados para elas. A PUC diz que, de R$ 47,7 milhões a que tem direito, usou só R$ 20 milhões.

PEDIDO ESPECIAL
Luiz Fachin não teve apenas o apoio formal do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para ser indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal). Além de dar declarações, o parlamentar oposicionista conversou “várias vezes” com os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR) para que o PMDB suspendesse os vetos ao jurista. “Pedi que eles ligassem para a presidente Dilma [Rousseff], diz ele.

EM COMUM
Dias afirma que o fato de Fachin já ter sido identificado com o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) não quer dizer nada. “Eu também já tive simpatia pelo MST quando ele surgiu”, diz.

Primeiro dia do SPFW 2015

PASSARELA NO PARQUE
As atrizes Mariana Ximenez, Marina Ruy Barbosa e Marieta Severo estiveram no primeiro dia da São Paulo Fashion Week, na segunda (13), no parque Villa-Lobos. O ator Reynaldo Gianecchini e a modelo Celina Locks, namorada do ex-jogador de futebol Ronaldo, desfilaram pela Cavalera. As modelos Mariana Weickert e Shirley Mallmann participaram do desfile da TNG.

MODERNINHA

A segunda ópera do Theatro Municipal neste ano terá elementos de musicais: além do uso de microfones pelos atores, o espetáculo “Ainadamar”, do argentino Osvando Golijov, vai trazer efeitos de música eletrônica. O ator Jarbas Homem de Mello faz parte do elenco e interpreta o alter-ego do poeta Federico Garcia Lorca, personagem central da trama.

OUTRA PELE

João Miguel não será mais o protagonista do filme “Joaquim”, longa baseado na vida de Tiradentes. Ele saiu do projeto dirigido por Marcelo Gomes por problemas na agenda. O ator vai se dedicar à nova montagem do espetáculo “Bispo”, sobre a vida do artista Arthur Bispo do Rosário.

SAMBA PRA GRINGO

A cantora Marisa Monte foi convidada a se apresentar no Brooklin Academy of Music, em Nova York, nos dias primeiro e 2 de maio. O espetáculo inédito, que se chama Samba Noise, vai contar com quatro músicos e terá participação especial de Arto Lindsay e Seu Jorge.

LONGE DE CASA

Os 20 índios da tribo Iauanauá que a Cavalera trouxe do Acre para seu desfile na SPFW, na segunda (14), tiveram bufê especial no camarim. Foram servidos pirão de peixe no lugar de risoto e frutas no lugar de brigadeiro. Pintados e sem vestimentas na parte de cima do corpo, eles tremiam de frio com o ar-condicionado.

Paulo e Sylvia Maluf comemoram 60 anos de casamento

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Greg Salibian/Folhapress
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O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) comemorou 60 anos de casamento com a mulher, dona Sylvia, em almoço com a família. Eles receberam, entre outros, Lina Alves da Silva, filha do casal, e o marido, Eduardo Alves da Silva.

VERSÁTIL

O estilista Walério Araújo está tentando trabalhar com o italiano Riccardo Tisci, diretor criativo da Givenchy. “Já disse que faço o que ele quiser, prego até botão se precisar”, diz Walério. Tisci ainda não deu resposta, mas retribuiu a devoção: levou a top Kate Moss no aniversário de Walério, no domingo (12).

ADEUS POPULAR

Gisele Bündchen, que faz seu último desfile oficial hoje, foi reconhecida por 94% das 800 pessoas entrevistadas pela GFK, empresa especializada em pesquisas sobre popularidade de celebridades.

CURTO-CIRCUITO

O programa “Tv Trip”, da Band, comemora um ano com festa fechada. Nesta quarta (15), no Butantan Food Park.
A exposição “O Paradoxo do Olhar”, de Claudio Edinger, tem inauguração nesta quarta (15) no MuBE.
Vitorino Campos e a vodca Absolut Elyx fazem festa nesta quarta (15) para celebrar a coleção de verão 2016 do estilista. No Chez Oscar.
O Museu da Casa Brasileira abre nesta quinta (16), às 19h30, a exposição “Op-Art – Ilusões do Olhar”, curadoria de Denise Mattar.
Sonia Quintella é a nova presidente da Artesol, entidade fundada pela antropóloga Ruth Cardoso.
com JOELMIR TAVARES, MARCELA PAES e LETÍCIA MORI

Robô de ‘Chappie’ é dos mais cativantes da ficção científica recente

RICARDO CALIL
CRÍTICO DA FOLHA

16/04/2015  02h40
Os primeiros cinco minutos de “Chappie”, de Neill Blomkamp, parecem um autopastiche de “Distrito 9”, seu primeiro filme. Em um falso documentário, personagens depõem sobre um futuro distópico, em que um robô criado para ser um policial perfeito se torna um criminoso.

É como se Blomkamp tivesse apostado em uma fórmula certa, substituindo os alienígenas de “Distrito 9” pelos robôs de “Chappie”. Mas a impressão passa logo, e o novo filme consegue afirmar uma identidade própria –embora nem sempre satisfatória.

Na África do Sul do futuro, os robôs-policiais reduzem a taxa de criminalidade a níveis baixíssimos. Deon Wilson (Dev Patel), que os programou, cria um robô com capacidade de pensar e agir por conta própria, desde que ensinado corretamente.

Divulgação

Robô do filme ‘Chappie’
O problema é que Chappie (Sharlto Copley), como ele é batizado, cai nas mãos de criminosos. A partir daí, Blomkamp usa a ficção científica para falar sobre educação (como havia feito para tratar de preconceito em “Distrito 9”).

De um lado, Deon quer que Chappie possa escrever poemas e pintar quadros. Do outro, os criminosos que o sequestraram o transformam em uma espécie de “gangsta rapper”, com o mesmo linguajar e atitude do bando.

Desse choque entre linhas “didáticas”, surge um dos robôs mais carismáticos da ficção científica recente –inocente, violento, engraçado e existencialista. Esse é o maior trunfo de “Chappie”. O problema é a incapacidade de Blomkamp articular com uma mínima coerência as muitas ideias originais que teve.

O excesso de imaginação é um problema menor do que a ausência dela. Caótico e por vezes dispersivo, “Chappie” tem mais personalidade que a maioria dos filmes de ficção científica recentes.

CHAPPIE
DIREÇÃO: NEILL BLOMKAMP
ELENCO: SHARLTO COPLEY, DEV PATEL E HUGH JACKMAN
PRODUÇÃO: EUA/MÉXICO/ÁFRICA DO SUL, 2015, 16

Pela 1ª vez, feirão limpa nome vai intermediar vagas de emprego

JULIANA CUNHA
DE SÃO PAULO

Em meio à crise, feirão limpa nome promovido pela Serasa Experian vai também intermediar vagas de emprego. Os feirões promovidos por empresas de informações financeira permitem que consumidores com dívidas em atraso renegociem os débitos.

Além de empresas financeiras e de varejo dispostas a oferecer melhores condições de pagamento de dívidas atrasadas, estará presente no evento, que ocorre no fim do mês, o CAT (Centro de Apoio ao Trabalho), que oferecerá serviços de intermediação de mão de obra, emissão da carteira de trabalho, inscrição em cursos de capacitação profissional e habilitação ao seguro-desemprego.

Como nas edições anteriores, haverá palestras gratuitas sobre educação financeira. Uma delas terá dicas e orientações sobre como não se endividar além da capacidade de pagamento e será ministrada por voluntários da Serasa. A outra será sobre quando a compra vira doença, ministrada por especialistas do Hospital das Clínicas de São Paulo.

RENEGOCIAÇÃO

O feirão terá versões presencial e on-line. Será a sexta edição física do evento, que ocorre há três anos. É possível renegociar débitos de cartão de crédito, telefonia, concessionárias, energia e varejo, por exemplo.

Na última, em novembro de 2014, foram oferecidos abatimentos de até 95% nas dívidas e prolongamento de prazos para quitação em até 36 meses. Participaram do feirão presencial 20 mil pessoas e, do virtual, 2,7 milhões de consumidores.

De acordo com Júlio Leandro, superintendente do setor de consumidores da Serasa, negociar a dívida frente a frente com os credores aumenta as chances de um acordo satisfatório.

“Cada empresa vai oferecer uma proposta individualizada, com o objetivo de facilitar a conversa e proporcionar um bom resultado ao final do acordo”, diz.

COMO PARTICIPAR

O feirão presencial vai acontecer em São Paulo, entre 28 de abril e 2 de maio. Basta levar CPF e RG e consultar a relação de débitos no dia do evento. Para participar da versão on-line, é preciso entrar no site entre 28 de abril e 8 de maio (a versão via internet dura mais dias) e preencher um cadastro. O consumidor terá acesso à lista com todas as empresas com as quais ele possui pendências e que estão participando do feirão.
Ao clicar no nome da empresa, a pessoa verá os dados da dívida em aberto e os canais de atendimento disponíveis (telefones, e-mail, chat). A partir daí, é possível entrar em contato direto com as empresas e negociar. Algumas empresas vão se adiantar, deixando propostas de renegociação prontas. Nesse caso, o consumidor pode aceitar a proposta e emitir o boleto pelo site ou abrir uma negociação.

OUTROS SERVIÇOS

Também estarão presentes ao evento físico o Centro de Integração da Cidadania, emitindo segunda via de certidões de nascimento, casamento e óbito, e o Juizado Itinerante do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, para dar orientação sobre direito do consumidor, planos de saúde, cobranças, conflitos de vizinhança e acidentes de trânsito.

Feirão Limpa Nome
Data: de 28 de abril a 2 de maio
Horário: das 8h às 18h
Local: Ceu Caminho do Mar (Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira, 5.241, Vila do Encontro, São Paulo)

Oficina “Criando um Livro Ilustrado – Suas Letras e seus Traços”
COLÉGIO OSWALD DE ANDRADE
“Criando um Livro Ilustrado – Suas Letras e seus Traços” é uma das doze oficinasoferecidas aos alunos de 7º a 9º ano do Ensino Fundamental do Oswald. Confira a entrevista com Cynthia Gyuru, ex-aluna do Oswald e responsável pelo curso:
– Como é trabalhar com estudantes com faixa etária misturada?
É um super desafio. Estou descobrindo como lidar com situações com alunos de diferentes maturidades. Acho muito enriquecedor para eles – na escola muitas vezes o aluno mais velho pouco repara no mais novo e aqui eles estão no mesmo barco, com as mesmas propostas de trabalho, dialogando.
– O que vocês já fizeram nesses dois primeiros meses? O que estão fazendo no momento?
O objetivo da minha oficina é desenvolver um livro ilustrado, individualmente. A ideia é experimentar no primeiro semestre diversas técnicas e exercícios de narrativa ilustrada, para no segundo semestre o aluno focar no livro dele. Já trabalharam com desenho cego, colagem, desenho de observação com interferências de colagens, aquarela, desenho conjunto, narrativas ilustradas a partir de trava-línguas e frases (extraídas do “Livro das Perguntas”, do Pablo Neruda), fizeram um livretinho-objeto, cuja ideia foi trabalhar a escrita como imagem, como desenho (vimos um pouco dos poetas concretos, Arnaldo Antunes, Leonilson). A produção é bem ativa, temos atividades práticas em quase todas as aulas.
– Como você sente que os alunos estão vivendo esse processo?
Alguns estão super envolvidos, trabalhando em casa, animados e concentrados nas propostas de aula. Vejo que naturalmente encontrarão seu próprio caminho no desenvolvimento do livro. Outros ainda meio perdidos, muito preocupados em “desenhar corretamente”. É um desafio quebrar esse paradigma de que desenho bom e resolvido é desenho bonito.
Confira aqui o vídeo de apresentação da oficina.
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Leia abaixo o relato de Nina Goulios, estudante do 9º ano que faz parte da oficina de Livro Ilustrado:

A criação das Oficinas foi uma ideia muito boa! A oficina de Livro Ilustrado é aquela aula que me deixa ansiosa a semana inteira. Começamos trabalhando com desenho cego, que é um tipo de desenho que você desenha o objeto sem olhar o papel e, quando terminado, forma um desenho super legal e muitas vezes divertido.
Depois começamos a trabalhar mais com colagens e, a partir de perguntas que a Cynthia fazia, tínhamos que desenvolver as colagens em resposta a essas questões. Atualmente estamos trabalhando com um pequeno livrinho de dobraduras cujo objetivo é fazer desenhos focados nas palavras – de um certo modo, desenhar com as palavras. O objetivo final dessa oficina é fazermos um livro ilustrado, como o próprio nome diz.
Para mim a oficina está sendo bem diferente das outras aulas, pois como já disse antes não temos nota nessa matéria e estou amando isso, pois assim me sinto mais livre!

Reeducação alimentar é o ponto de partida para uma vida saudável
ANA PAULA SCINOCCA
Passar duas horas por dia na academia e continuar comendo da forma errada dificilmente vai trazer bons resultados. Isso não apenas quando pensamos na estética, mas sobretudo em relação à saúde. É consenso entre os profissionais de educação física e também de nutrição que a chave do sucesso combina comer bem e malhar direito.
Segundo a nutricionista Cintia Azevedo, do Vita Check-Up Center, no Rio de Janeiro, muitas mulheres ainda desconhecem os caminhos da tão importante reeducação alimentar. “A falta  da reeducação alimentar prejudica o bem-estar pleno, a manutenção do peso e pode, ainda, estimular o surgimento de doenças crônicas”, afirma Cintia.
De acordo com Cintia os hábitos ruins começam ainda na infância. “Durante a infância, o nosso paladar começa a ser formado, conforme os alimentos são apresentados e, nem sempre, se conhece apenas alimentos nutritivos. Experimenta-se alimentos ricos em açúcar, sódio, gorduras, conservantes, entre outros, que passam a fazer parte da vida nutricional”, afirma. Os mesmos alimentos, segundo ela, por apresentarem um sabor mais acentuado e serem consumidos com certa frequência, além do nosso estilo de vida estressante e corrido, são aceitos melhor, até por serem obtidos de forma mais prática e rápida. “Como consequência, muitas vezes os alimentos mais saudáveis são deixados de lado na dieta.”
É é aí, afirma Cintia, “que nos deparamos com as doenças crônicas não transmissíveis: pressão alta, diabetes, elevação do colesterol e triglicerídeos, obesidade, entre outras”.
Só depois que, muitas pessoas, tomam consciência da importância da boa alimentação. “O ideal seria não esperar pelo surgimento dessas doenças para que se iniciem as mudanças, já que parte delas não é reversível. É sabido que não é tão simples começar um processo de mudanças na alimentação. Por isso, muitas vezes, esse processo é sabotado pela própria pessoa”, completa Cintia.  Assim, a nutricionista recomenda dicas importantes que ajudam na reeducação alimentar. Vamos a elas e até semana que vem!

1.    Entenda a importância da reeducação alimentar. Adote pequenas mudanças e os resultados serão duradouros. Nunca deixe para iniciar amanhã. Comece hoje.

2.    Admita seus sentimentos em relação a si mesmo. Não tente acreditar que está ótimo, quando realmente não está sentindo isso. Nesta fase, família e amigos irão involuntariamente tentar te sabotar, oferecendo tudo o que você sempre gostou, mas que está fora do seu cardápio atual. Pense que você terá que aprender a dizer não e a mostrá-los a nova fase da sua vida. E lembre-se: é você quem está fazendo a dieta e não eles.

3.    Perceba o que está errado em sua alimentação. A mudança deve ocorrer de forma gradativa, pois quando se trata de alimentação, mudanças radicais tendem a vir acompanhadas de ansiedade, angustia e tristeza, podendo, ainda, desenvolver transtornos alimentares. Essa transformação também poderá trazer consequências importantes à saúde, como fraqueza, tontura e dores de cabeça.

4.    Tenha calma. Você levou uma vida inteira pra chegar a este ponto. A recuperação da forma e da saúde não ocorrerá instantaneamente.

5.    Mastigue bem os alimentos. Trata-se do inicio do processo de digestão. Durante esse processo, o alimento entra em contato com papilas gustativas, que possuem terminações nervosas, estimulando uma importante área do cérebro, responsável pela saciedade. Assim, o corpo recebe informações químicas, sendo algumas delas sinais de saciedade. Além disso, um alimento bem mastigado facilita o processo digestivo.

6.    Beba bastante água. Ela é indispensável para o adequado funcionamento do organismo e tem diversas funções: transporte nutrientes e substâncias pelo organismo durante as reações metabólicas; eliminação de substâncias tóxicas; participação no processo de digestão, respiratório, cardiovascular e renal; estabilização da temperatura corporal.

7.    Fracione a dieta: A dieta deve ser composta por cinco a seis refeições diárias, com intervalos de 3 a 4h. A falta deste hábito favorece a hipoglicemia, a gastrite, a ingestão de refeições muito volumosas, o ganho de peso e a lentidão do metabolismo.

8.    Procure uma nutricionista. Esta será a pessoa mais indicada para orientá-lo.

PSB questiona no STF a alteração de regras para concessão do Fies

DE BRASÍLIA

As alterações feitas pelo Ministério da Educação nas regras para concessão do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) podem ser analisadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal). A discussão acontece após o PSB questionar as novas normas.

O partido argumenta que as alterações tornam mais rígidas as regras de acesso ao programa, constitui “flagrante desrespeito ao mandamento constitucional de promoção da educação por parte do Estado” e “causa impactos diretos nos projetos de inclusão social e educacional do país”.

Em dezembro de 2014, o MEC passou a exigir, para a concessão do financiamento, pontuação mínima de 450 pontos e nota de redação diferente de zero no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para os estudantes que realizaram a prova a partir de 2010.

Ainda no fim do ano passado, foi editada outra portaria alterando a forma de remuneração das instituições de ensino superior que participam do programa, com repasses em oito parcelas anuais, e não mais mensais.

“Esses alunos previram e calcularam suas chances de ingresso no FIES sem contemplar a necessidade de se atingir o mínimo de 450 pontos”, afirma ação do partido. “Não se trata de frustração de mera expectativa de direito. A Portaria 21 extinguiu direito anteriormente consolidado de ingresso no programa.”

O PSB pede um decisão provisória para vedar a aplicação retroativa das novas regras, garantindo a renovação dos contratos dos alunos já inscritos no FIES e o direito de acesso aos estudantes que se submeteram ao Enem nos anos anteriores, independentemente do preenchimento das novas exigências. No mérito, pede a declaração de inconstitucionalidade da aplicação retroativa das portarias.

Em país de escola ruim, só quem tem ‘combustível de Tyson’ estuda

POR SABINE

Nesta semana, publiquei uma história na Folha que tomou as redes sociais e chamou atenção até fora do país. É sobre o casal de namorados Daniela Nogueira Mendes, 23, e Fábio Bruno Queiroga, 22, que entrou na FGV (Fundação Getúlio Vargas), a melhor escola privada de administração brasileira, depois de ter estudado em escolas públicas muito ruins durante toda a vida. Uma trajetória parecida com a do Matheus Augusto Silva, 22, que saiu de uma escola pública do interior da Paraíba e conseguiu uma vaga em uma das melhores universidades do mundo nos EUA (leia aqui).

Da favela à FGV

Zanone Fraissat/Folhapress
Como eles conseguiram virar a mesa? Pois é. Essa é uma pergunta que muita gente tenta responder. Daniela e Fábio já são exceção por terem resistido na escola até o final em um país em que um em dois estudantes não termina o ensino médio. E ainda decidiram ir além. Ao escrever sobre a história deles, lembrei-me do astrofísico norte-americano Neil DeGrasse Tyson, famoso divulgador de ciência e protagonista do remake da série “Cosmos”.

Em um vídeo que ficou famoso, um homem pergunta a Tyson o motivo pelo qual as meninas não se interessam por ciência. O cientista responde que as meninas, assim como as pessoas negras (ele é negro), passam a vida inteira nadando contra a maré caso queiram ser cientistas. “Eu sempre ouvi que deveria ser jogador de basquete, mas meu combustível para ser cientista era tão grande que cada vez que eu enfrentava um obstáculo, ainda assim tinha combustível pra continuar.”

Muito bem. Dani e Fábio provavelmente têm esse mesmo “combustível de Tyson”, uma espécie de vontade interior inesgotável de ir além. É algo deles. Eles chegaram a ouvir de professores da escola –aquela escola ruim onde estudaram– que não seriam ninguém e, ainda assim, seguiram firmes no seu caminho. De onde vem essa vontade de estudar, Dani? “Não sei, parece que nasceu comigo”, diz.

SEM AULAS

Daniela e Fábio têm uma coleção de experiências negativas nos anos que passaram na escola. No ensino médio, que era estadual, contam que nunca sequer viram um livro. Isso mesmo: os professores nem usavam os livros didáticos que o governo distribui. De acordo com eles, o casal conheceu tais livros por conta própria alguns anos depois de terem se formado, na biblioteca de um CEU (Centro Educacional Unificado). E estudaram com base neles para entrar na FGV.

Quando perguntei a eles como, afinal, eram as aulas na escola, já que os professores não usavam livros, eles me responderam: “Não eram. A gente basicamente não tinha aula.” Em um episódio do qual eles não se esquecem, um professor de química anunciou que daria nota oito para todos os alunos, mas não daria aula, pois tinha “outras coisas pra fazer.” E assim eles receberam oito de média por meses, sem nunca terem sequer visto o conteúdo.

Muito bem. Essa escola pública desanimadora, com professores desmotivados, ausentes, diretores invisíveis, material didático sem uso e infraestrutura péssima, vai matando a vontade de estudar dos alunos. Um por um. Como num tiroteio. No final, a matemática é dura: um em cada dois alunos brasileiros não termina o ensino médio.

Dani e Fábio têm uma história linda de superação, mas são exceção. A grande massa de alunos brasileiros fica pelo caminho. Não podemos ser um país em que só resiste à educação básica quem tem o combustível de Tyson, certo?

Crédito universitário, nos EUA e no Brasil
FERNANDO DANTAS
O que a experiência de empréstimos para quem cursa universidade nos EUA ensina ao Brasil, às voltas com problemas no Fies.
Assim como no Brasil, os empréstimos para financiar estudos universitários também são um tema quente nos Estados Unidos: tanto pelos benefícios como pelos problemas que podem causar. Recente série de artigos no blog Liberty Street Economics, do Federal Reserve (Fed) de Nova York, traça um panorama do crédito universitário nos Estados Unidos.
Um dos fatos descritos é preocupante do ponto de vista das dificuldades que o Programa de Financiamento Estudantil (Fies) do Brasil possa vir a enfrentar. A análise no Liberty Street Economics mostra que as maiores taxas de inadimplência encontram-se entre aqueles que tomaram menores volumes emprestados, e que provavelmente são os que não completaram os estudos universitários.
Recentemente, houve dificuldades com o aditamento dos contratos do Fies. Elas incluíram, além dos problemas no site,  questões como tetos de ajuste de mensalidades, maior exigência nas notas (dos cursos), critérios regionais e outras medidas que afetam as instituições, mas podem acabar ameaçando a continuidade dos estudos de alunos financiados. Isto, por sua vez, pode aumentar o número de financiados com os estudos interrompidos, que o estudo no blog do Fed de Nova York mostra que são os mais propensos à inadimplência.
As pesquisas indicam que os trabalhadores com graduação universitária nos Estados Unidos ganham em média 80% a mais do que os não graduados, e são menos suscetíveis ao desemprego. Os créditos para estudos universitários, por sua vez, saltaram da menor participação entre todas as categorias de empréstimo às famílias antes de 2009 para a segunda maior fatia a partir de 2010, só perdendo para o crédito hipotecário. Neste período, como proporção do crédito às famílias, os empréstimos a estudantes – que já somam quase US$ 1,2 trilhão – ultrapassaram linhas como financiamento à aquisição de automóveis e de cartões de crédito.
O crédito universitário nos Estados Unidos tem crescido tanto em termos de números de beneficiários como de volume emprestado a cada um. Hoje são 43 milhões de beneficiários, com volume médio de empréstimo por tomador de US$ 27 mil. Há uma grande heterogeneidade entre os tomadores de empréstimos para o ensino superior. Aproximadamente 39% devem menos de US$ 10 mil, mas 4%, ou 1,8 milhão de pessoas, devem mais de US$ 100 mil. A dívida mediana é de US$ 14 mil.
Com uma definição de inadimplência como atrasos de 270 dias ou mais, uma parcela de 11% dos tomadores de crédito nos Estados Unidos estavam inadimplentes no quarto trimestre de 2014, e mais 7% já haviam estado na mesma categoria no passado. Além disso, 6% adicionais estavam atrasados em seus pagamentos, mas por menos tempo do que a definição de default. E, considerando-se todos os financiados que deixaram de fazer pelo menos um pagamento programado, o número sobe para 37%.
Os dados indicam que a velocidade e o volume das inadimplências vêm crescendo com as sucessivas coortes que tomam empréstimos universitários nos Estados Unidos.
Mas a informação que merece ser um alerta para o programa brasileiro é a de que a maior proporção de inadimplência, que atinge 34% dos tomadores, está entre aqueles que devem até US$ 5 mil, e que devem concentrar os que não concluíram os estudos universitários. A inadimplência entre os que devem mais de US$ 100 mil cai pela metade, ficando em 18%. Estes números referem-se apenas à coorte de 2009.
Embora do ponto de vista financeiro, o volume de crédito por aluno e o número de inadimplentes possa equilibrar as perdas entre os dois grupos, evidentemente dificultar a continuidade dos estudos universitários de tomadores de crédito para estudar cria o pior dos mundos: uma dívida sem o benefício de se conquistar o diploma do terceiro grau e as vantagens que ele traz do ponto de vista individual e para a economia como um todo. (fernando.dantas@estadao.com)
Fernando Dantas é jornalista da Broadcast
Reitor da Unirio faz campanha por reeleição alegando que buscou apurar irregularidades
LAURO NETO – O GLOBO

Reportagem da série Universidades S/A, publicada em conjunto com cinco jornais, é citada em divulgação de candidato
RIO – A chapa do reitor da Unirio, Luiz Pedro San Gil Jutuca, candidato à reeleição em votação que acontece desta quarta-feira até sexta, vem divulgando, em sua campanha, uma nota intitulada “transparência e informação”. O comunicado cita a reportagem da série Universidades S/A, publicada pelo Estado, O Globo, Zero Hora, Gazeta do Povo e Diário Catarinense, sobre uma investigação do Ministério Público que vê fraude em contrato de R$ 17 milhões entre a universidade e a Petrobras.
A chapa alega que o “professor Jutuca, como Reitor, tomou todas as providências cabíveis para a apuração destas irregularidades”. Entretanto, até o momento, nenhum dos professores envolvidos no suposto esquema foi punido.O texto da chapa “Uni +”, que tem Jutuca com candidato à reeleição, e o professor Ricardo Silva Cardoso como vice, diz que “em uma matéria veiculada em 12/04, pelo jornalO Globo, vimos a nossa Unirio envolvida em irregularidades. A universidade já se posicionou em uma nota oficial, em que é possível constatar que o professor Jutuca, como reitor, tomou todas as providências cabíveis para a apuração destas irregularidades (…). A chapa 2 não tolera desvios de conduta e mau uso de dinheiro público”.
A nota oficial divulgada no site da Unirio, assinada pela professora Loreine, tem o mesmo conteúdo de e-mail enviado ao Globo pela assessoria de comunicação da universidade no dia 18 de novembro de 2014, durante o período de apuração da reportagem, publicada neste domingo. Quase cinco meses depois, as investigações não evoluíram em nada por parte da instituição.
Desde janeiro de 2012, após a Controladoria Geral da União (CGU) apontar diversas irregularidades em contrato entre a Unirio e a Petrobras, Jutuca instituiu quatro processos administrativos disciplinares (PADs) para apurar a responsabilidade dos envolvidos. Todos foram anulados: os três primeiros, pela dissolução das comissões nomeadas pelo reitor.Já o relatório conclusivo do último PAD decidiu pelas penas de suspensão da professora Kate Cerqueira Revoredo e da demissão dos docentes Leonardo Guerreiro Azevedo, Cláudia Capelli Aló, Fernanda Araújo Baião Amorim, Flávia Maria Santoro e Renata Mendes Araújo. O mesmo processo determinou a devolução dos valores recebidos irregularmente por eles no período de vigência do contrato, entre 2008 e 2011.
No total, eles teriam recebido ilegalmente quase R$ 10 milhões através de empresas subcontratadas das quais eram sócios e em bolsas como pesquisadores. Apesar de concordar com as penas, a Procuradoria Federal da Unirio declarou a nulidade do processo alegando que não havia sido respeitado o amplo direito à defesa. Para o MPF-RJ, que instaurou inquérito para investigar as fraudes, já há elementos suficientes para configurar os crimes de improbidade administrativa, apropriação indevida de dinheiro ou bens por funcionário público e desrespeito à Lei de Licitações.Em 2014, o Tribunal de Contas da União determinou que a Unirio informasse como ressarciria os danos ao Erário.
No último domingo, após a publicação da reportagem, a chapa “Novos tempos”, de oposição a Jutuca, também publicou uma nota em sua página no Facebook. Confira o texto divulgado pelo atual vice-reitor e candidato à reitoria, José da Costa Filho, e Edson Ferreira Liberal (seu vice) abaixo: “Fomos todos impactados por matéria divulgada neste final de semana sobre eventuais fragilidades de nossa universidade. Coerentes com o princípio de nossa proposta, defendemos a radicalização da transparência, especialmente no que tange ao acompanhamento e controle de contratos, convênios e processos institucionais. Neste contexto sucessório para a reitoria, consideramos inapropriada a utilização da exposição pública da Unirio visando promover prejuízo a qualquer candidatura”.
Esporte escolar: contribuindo para formação da autonomia do indivíduo
COLÉGIO BANDEIRANTES
Nunca se falou tanto em esporte no país como nos últimos anos. Desde 2007, com os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro e com a eleição do Brasil para sediar a Copa do Mundo FIFA 2014 e, posteriormente, com a escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o esporte vem à tona.

Um detalhe chama a atenção, pois já se foram 7 anos, e pouco ou nada se fala do esporte escolar; seu objetivo, sua organização e sua influência para a formação e o desenvolvimento do indivíduo ajuda-o a caminhar na linha da heteronomia até a tão esperada autonomia. Além dos eventos acima citados, também sediaremos, em 2019, a Universíade – Jogos Universitários Mundiais, que é o evento máximo dos esportes universitários. Aí se verifica a importância do esporte escolar, que movimenta milhões de reais atualmente nos colégios, e vem se tornando um diferencial nas escolas que o desenvolvem.
Paralelo a isso, caminha a estrutura que cada instituição oferece para a organização dos eventos. Material, quadras, ginásios com arquibancadas, profissionais específicos para cada modalidade, departamento médico, transporte, organização de competições internas e externas, divulgação de resultados nas mídias, captação de imagens são alguns dos elementos necessários para tal organização. E tudo isso deve estar inserido na logística da vida cotidiana das grandes cidades.
Esse contexto nos mostra a importância que o esporte escolar assume na vida de quem pratica, organiza e convive com ele. Nesse ponto, chamo a atenção para características dele que, com certeza, se bem utilizadas, são ferramentas que irão auxiliar a formação da autonomia do indivíduo. Em primeiro lugar, há a participação em uma equipe, com pessoas de diferentes níveis técnicos e idades, todos atuando pelo sucesso do grupo. Para tal participação, há a necessidade de se passar por uma seletiva. Aí já começa o aprendizado para se lidar com frustrações. Depois vem o treinamento, com toda a exigência física, técnica e cobrança por parte do técnico. Passamos, então, a lidar com o tempo, que é cruel em alguns momentos e implacável em outros, pois, quando o cronometro é zerado, não há mais a ser feito.
Todos esses detalhes são escolhas dos alunos, desde o esporte que praticarão, sua especialidade, o horário, a frequência do treinamento e as competições. Vale a pena participar dessa atividade, abrir mão de tantas coisas em prol do grupo? Essa decisão é amparada pela família, pelos técnicos e colegas; pela grandeza da situação, fica claro que interfere de modo fundamental na formação do indivíduo que opta por conviver com esse cotidiano esportivo.
Quem já teve a oportunidade de ver a transformação em uma família, na qual o jovem começa a competir com seus 10 ou 11 anos, sabe do que falo.
O esporte escolar não é para todos. Por isso, as pessoas que participam dele devem aproveitar ao máximo a oportunidade, entregar-se de corpo e alma e conquistar os benefícios que só o esporte é capaz de propiciar.
Carlos Alberto De Simone
Sub Coordenador do Departamento de Educação Física e Esporte
Colégio Bandeirantes
A Saúde no Brasil: o que devemos esperar do SUS?
REDAÇÃO

Ana Maria Malik
Temos no Brasil um Sistema Único de Saúde (SUS), desde a Constituição de 1988, cujos princípios são Universalidade, Equidade e Integralidade da atenção à saúde. No entanto, é preciso tentar entender o que isto tudo significa.
Universalidade significa que este sistema precisa ser acessível a toda a população, uma vez que entre outras características ele é financiado a partir dos impostos pagos, direta e indiretamente, por todos. Não basta ter o direito garantido (como é o caso) para que o acesso seja disponível a todos. É preciso conseguir que os serviços sejam efetivamente oferecidos para a população e informar/educar, com diferentes campanhas sobre doenças e sobre a utilização de medicamentos.
Equidade tem a ver não com tratar igualmente toda a população, mas sim com tratar desigualmente os desiguais. Um dos melhores exemplos que se verifica atualmente é o chamado envelhecimento da população, que hoje pode ser considerado como uma espécie de democratização da sobrevivência, independente de renda, educação e local de residência. Os cidadãos são desiguais a priori, a partir de carga genética. É diferente vir de uma família com antecedentes de câncer, com alta concentração de diabéticos, hipertensos ou portadores de problemas cardíacos. Além dos genes, porém, existe na sociedade uma grande desigualdade entre as pessoas e grupos sociais. Por exemplo, é muito mais comum ocorrer gravidez em adolescentes de classe baixa ou mortalidade de menores de um ano entre filhos de mães com baixo grau de educação formal.
Integralidade de atenção tem a ver com um modelo que desenvolva desde ações de promoção à saúde (como situações de vida que permitam controlar a presença de mosquitos da dengue no ambiente, condições de higiene em locais que servem alimentos e acesso a preservativos), até a continuidade de cuidados quando os pacientes podem ter alta de hospitais, mas não necessariamente podem ir para sua casa sem necessidades de outro tipo de acompanhamento. Entre essas duas situações ainda há o acesso a vacinas, saneamento básico, alimentação saudável e oportunidades de detecção precoce de doenças sempre que possível bem como disponibilidade de serviços de emergência para ocorrências agudas.

Para fazer valer a Integralidade, é necessário ter pessoal capacitado em número suficiente, recursos para a produção das ações de saúde e financiamento que permita realizar e controlar essas ações, entre as quais sistemas de regulação para orientar os fluxos de cidadãos saudáveis e de pacientes em relação ao consumo de bens e serviços de saúde. Cabem nesta questão atividades de vigilância ambiental, sanitária e epidemiológica (de cunho populacional) e de assistência a indivíduos.

O SUS tem componentes públicos e privados. Não é possível o setor público fazer tudo o que foi descrito e muitas vezes são realizados convênios e contratos com a iniciativa privada. No entanto, há situações diferentes. Por exemplo, clínicas privadas de imunização têm todo o direito de aparecer no mercado, e conseguir sua própria demanda, embora o setor público se proponha a cobrir de forma total as necessidades da população nesta área. Por outro lado, não há leitos públicos em número suficiente para fazer frente a todas as necessidades; portanto, convênios com hospitais privados, com ou sem finalidade lucrativa, são firmados para dar resposta a elas.

No século 20, boa parte dos chamados convênios ou planos de saúde não era controlada pelo Estado, mas desde 1998 este controle passou a ser atribuição pública, em tese para a proteção dos cidadãos. Num primeiro momento, tentava evitar a irresponsabilidade financeira. Num segundo, passou a buscar a qualidade dos serviços contratados. Atualmente, pode-se dizer que esteja lutando pela qualidade das próprias operadoras.

Em todos os países, mesmo naqueles considerados exemplares por diferentes observadores (não há consenso sobre quais mereceriam ser imitados) há muitas reclamações dos cidadãos com relação aos sistemas de saúde. As necessidades de saúde mudam, pois sua definição tem a ver com o conhecimento técnico existente, mas costumam ser maiores que as ofertas, pelo menos em algumas áreas;  as demandas em geral são orientadas pelos mecanismos de informação, desde a educação formal, nas escolas, até os meios de comunicação amplos, passando pela comunicação interpessoal e o acesso à internet. A oferta, porém, é (quase) sempre diferente do que as pessoas necessitam ou gostariam de consumir, às vezes além, e muitas outras, aquém. O que costuma chegar à opinião pública é a falta, a insuficiência.
O que é suficiente? O que é necessário? O que é desnecessário? Quem define de fato o que é cabível consumir ou utilizar? A satisfação sempre é definida em relação às expectativas. Assim, uma primeira pergunta é o que cabe esperar efetivamente de um Sistema como o SUS que se propôs Universal, Equânime e Integral. Talvez precisemos voltar a esta questão inicial antes de propormos qualquer solução neste setor.
A polícia mais perto do PT
O ESTADO DE S.PAULO
16 Abril 2015 | 02h 05
Uma enorme lacuna no quadro das investigações da Operação Lava Jato, que saltava aos olhos diante da esmagadora evidência dos fatos, foi corrigida ontem com a prisão preventiva, pela Polícia Federal, daquele que é o principal responsável na direção nacional do PT pelo abastecimento do caixa do partido com os recursos provenientes do propinoduto montado na Petrobrás em cumplicidade com o cartel de grandes empreiteiras de obras: o secretário de Finanças João Vaccari Neto, também conhecido entre a tigrada como “Moch”, por causa da inseparável mochila que leva até para reuniões de negócios.
A prisão vai permitir que Vaccari reencontre em Curitiba aquele que as investigações apontam como um de seus cúmplices mais importantes, o então diretor de Serviços da petroleira, Renato Duque, acusado de ser o principal representante do PT no esquema de assalto à Petrobrás.
A prisão preventiva de Vaccari foi determinada pelo juiz Sergio Moro, para quem manter o investigado em liberdade “ainda oferece um risco especial, pois as informações disponíveis na data desta decisão são no sentido de que João Vaccari Neto, mesmo após o oferecimento contra ele de ação penal pelo Ministério Público Federal (…), remanesce no cargo de tesoureiro do Partido dos Trabalhadores. Em tal posição de poder e de influência política, poderá persistir na prática de crimes ou mesmo perturbar as investigações e a instrução da ação penal”.
Na semana passada, chamado a depor na CPI da Petrobrás, na Câmara dos Deputados, Vaccari negou-se a responder a quase todas as perguntas, escudando-se em liminar da Justiça que o desobrigava de fornecer informações que pudessem comprometê-lo nas investigações do escândalo. Vaccari só ousou se manifestar para repetir que todas as “doações” recebidas pelo PT das empreiteiras envolvidas na Lava Jato foram “legais” e “devidamente registradas no TSE”. O que provavelmente é verdade, mas não elide o fato de que a origem do dinheiro pode ser criminosa, produto de propina, como a Lava Jato tem comprovado sem sombra de dúvidas.
Resta saber agora a atitude que será assumida pelo PT: tomar a precaução tardia de afastar seu tesoureiro das funções que exerce no Diretório Nacional ou promovê-lo ao Panteão dos “guerreiros do povo brasileiro”, como fez com seus dirigentes condenados no processo do mensalão.
A prisão de Vaccari Neto, no entanto, foi apenas mais um espinho na coroa que o escândalo da Petrobrás representa para o PT e o governo. No mesmo dia, a Folha de S.Paulo publicou denúncia do executivo da empresa holandesa SBM Offshore Jonathan Taylor, que acusou a Controladoria-Geral da União (CGU) de ter esperado três meses para – somente depois das eleições presidenciais – tomar providências, em novembro do ano passado, em relação às denúncias detalhadas, apresentadas em agosto, de que a empresa teria pago propina de US$ 31 milhões à Petrobrás para poder fazer negócios com a estatal. A SBM tem com a petroleira contratos de locação de plataformas de exploração de petróleo.
Taylor revelou ter encaminhado à CGU documentos que comprovam depósitos feitos, entre 2008 e 2011, na conta de uma empresa com sede nas Ilhas Virgens e controlada pelo lobista brasileiro Júlio Faerman, apontado como o intermediário da operação de suborno. Essas informações integram o dossiê enviado por Taylor à CGU via e-mail, no dia 27 de agosto do ano passado. Depois de confirmar o recebimento, no início de outubro a CGU enviou três funcionários a Londres, onde Taylor reside, para tomar seu depoimento, o que foi feito no dia 3. Somente em 12 de novembro, após o segundo turno da eleição presidencial e o anúncio de um acordo com o Ministério Público holandês, a CGU decidiu abrir processo contra a SBM. E explicou que somente naquele momento conseguira identificar elementos de “autoria e materialidade” para tomar providências legais.
A denúncia de Jonathan Taylor envolve duas questões graves: o pagamento de propina por um fornecedor da Petrobrás e, muito pior, a suspeita de que a CGU protelou suas ações para poupar a candidata à reeleição de graves constrangimentos. O governo brasileiro, é claro, nega tudo. Mas Dilma Rousseff parece estar envolvida em mais uma grossa encrenca.
Derrota do antiamericanismo
O ESTADO DE S.PAULO
16 Abril 2015 | 02h 05
À parte sua evidente importância política, a reaproximação entre Estados Unidos e Cuba – sacramentada simbolicamente pelo presidente americano, Barack Obama, e pelo ditador cubano, Raúl Castro, na Cúpula das Américas – deve ser vista principalmente como um revés para os países latino-americanos que fazem do antiamericanismo um meio de vida.
Enquanto os autocratas bolivarianos expressavam sua enfadonha ladainha contra o “imperialismo americano”, responsabilizando os Estados Unidos por todos os males de seus países, Obama e Raúl trocavam gentilezas, ajudando a criar uma atmosfera de estímulo à cooperação regional e desamarrando a América Latina de seus entraves ideológicos – criados em grande medida por influência da revolução cubana, mais de meio século atrás.
Como resultado, os países da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), que haviam monopolizado as atenções nas edições anteriores da Cúpula das Américas, ficaram em segundo plano.
A cúpula resumiu o momento de grande fragilidade desses regimes, dependentes do instável mercado de commodities e dos humores da China e da Rússia. O modelo fortemente estatista da Venezuela, do Equador e da Bolívia, para ficar apenas nos três mais significativos, degringolou depois de uma década em que a bonança externa ajudou a criar o mito de que a pobreza poderia ser extirpada apenas pela vontade de seus líderes – sob inspiração do caudilho Hugo Chávez e do ditador Fidel Castro.
Essa era de ilusória prosperidade tinha como peça de resistência o antagonismo em relação aos Estados Unidos. Todo o suposto progresso alcançado pela via bolivariana era qualificado como uma vitória dos povos latino-americanos contra os “ianques”, como se fosse uma continuação da revolução cubana. Não é à toa que os atores principais dessa farsa tenham sido Chávez e Fidel, mestres na arte da impostura.
O gesto de Obama na direção de Raúl Castro teve o condão de romper a lógica desse discurso, um efeito muito mais importante do que os eventuais desdobramentos econômicos da reaproximação entre EUA e Cuba. Ficou claro, na Cúpula das Américas, que o antiamericanismo não deu e não dará futuro a ninguém.
Durante a plenária do encontro, os autocratas da Venezuela, Nicolás Maduro, do Equador, Rafael Correa, e da Bolívia, Evo Morales, tentaram manter o jogo no terreno que lhes é familiar, ao lembrar as diversas agressões protagonizadas pelos americanos na América Latina desde o século 19, repetindo o discurso hostil das reuniões anteriores. Na última cúpula, em 2012, Obama reagiu com irritação a essas acusações: “Tais controvérsias datam de uma época em que eu nem era nascido, e sinto que o relógio parou nos anos 50, tempo dos ianques, da guerra fria, disso, daquilo”. Agora, Obama demonstrou bom humor: “Eu sempre aprecio as lições de história que recebo aqui”.
Ainda há um longo caminho até que Estados Unidos e Cuba restabeleçam relações plenas. Embora tenha mandado retirar Cuba da lista americana de países que patrocinam o terrorismo, gesto que facilitará o acesso cubano a financiamentos, segue em vigor o mais significativo empecilho nas relações: o anacrônico embargo americano à ilha. A suspensão desse bloqueio depende do Congresso, que tem sido hostil a Obama.
Mas o simbolismo desse encontro entre os líderes dos Estados Unidos e de Cuba serve para marcar o fim de uma época de enfrentamento que não tinha mais razão de ser. “A guerra fria acabou faz tempo. Os Estados Unidos não ficarão prisioneiros de seu passado – estamos olhando para o futuro”, discursou Obama.
O presidente americano fez profissão de fé na diplomacia, nessa nova era de relacionamento na América Latina, classificando de “contraproducentes” as políticas americanas que foram “além da persuasão”. E aproveitou para alfinetar os bolivarianos, ao dizer que, agora, os países que usam os Estados Unidos “como desculpa para seu próprio fracasso” não poderão mais fazê-lo.
O desarranjo vai longe
O ESTADO DE S.PAULO
16 Abril 2015 | 02h 05
Com péssimo desempenho econômico previsto para 2015 e 2016, o Brasil, ao contrário da maior parte dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, continuará impedido de usar a política fiscal para estimular o crescimento. Outros governos poderão afrouxar suas políticas, aumentando o gasto ou cortando impostos para dar mais fôlego a empresas e consumidores. O Brasil terá de avançar no aperto até o fim do atual governo. Essa é a perspectiva indicada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em seu novo relatório sobre as finanças públicas de vários países. O País continuará na contramão da economia global, até o ajuste produzir resultado e restabelecer a confiança na política oficial.
As perspectivas da economia global são hoje um pouco melhores do que há seis meses. Mas o cenário continua inseguro e os governos devem continuar buscando meios de aumentar a atividade. A política monetária tem sido usada amplamente para estimular o crescimento nas economias avançadas, com juros muito baixos e muita emissão de dinheiro. Os governos também podem recorrer a estímulos fiscais, sem renunciar aos programas de ajuste, mas o grau e o tipo da flexibilidade dependerão das condições de cada país.
“Países com espaço fiscal podem usá-lo para apoiar o crescimento, especialmente se os riscos de baixo crescimento e de baixa inflação se tiverem materializado”, recomenda o FMI. Duas dessas condições faltam ao Brasil. Não há espaço para qualquer afrouxamento da gestão das contas públicas – e o governo reconhece esse fato. Não se deve esperar, portanto, a retomada da imprudente e mal concebida política “anticíclica” mantida nos últimos anos.
Além disso, a inflação brasileira é muito maior que a observada nos países desenvolvidos e na maior parte dos emergentes. Uma política fiscal frouxa alimentaria uma inflação já muito alta e impediria a recuperação da confiança, sendo inútil, portanto, como instrumento de reativação dos negócios.
Pelos cálculos do FMI, as contas públicas brasileiras continuarão piores que as da média dos emergentes por longo tempo, mesmo com o cumprimento das metas para 2015 e 2016. O governo promete superávit primário de 1,2% do PIB neste ano e 2% no próximo.
As duas metas serão alcançadas e o superávit primário subirá para 2,3% em 2017 e 2,5% nos três anos seguintes, segundo o FMI. Ainda assim, o saldo total do setor público deverá continuar muito ruim. O déficit nominal cairá dos 6,2% do PIB alcançados em 2014 para 5,3% neste ano e 4,7% em 2017. Será menor nos anos seguintes e ficará em 2,6% em 2020. As médias estimadas para os emergentes membros do Grupo dos 20 (G-20) são 3,2% neste ano e 2,8% no próximo.
A lentidão do ajuste manterá a dívida bruta do setor público ainda muito elevada até 2020. A dívida calculada pelo governo brasileiro é pouco menor, porque os títulos públicos em poder do Banco Central (BC) são desconsiderados.
Pelo critério do Fundo, a dívida bruta do setor público brasileiro equivalia a 65,2% do PIB no ano passado. A proporção deve subir para 66,2% neste ano e permanecer nesse nível em 2016. Em seguida cairá lentamente e chegará a 64,2% em 2020. A média da América Latina foi 52,2% no ano passado. Deve oscilar a partir deste ano e ficar em 50,5% no fim do período considerado. A média dos emergentes do G-20 deve piorar, passando de 42,5% do PIB em 2014 para 47,1% em 2020, mas ainda continuará bem menor que a do Brasil.
A comparação relevante, como já foi reconhecido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é com os países emergentes. A presidente Dilma Rousseff e o ex-ministro Guido Mantega sempre insistiram em confrontar a dívida pública do Brasil com as dos países desenvolvidos, em geral muito maiores e superiores, em vários casos, a 80% do PIB. Mas a dívida pública desses países tem sido refinanciada com juros muito menores que os pagos pelo Tesouro brasileiro – e até a Espanha, recém-saída de uma crise, já está girando seus papéis com juros negativos. A presidente Dilma Rousseff nunca explicou essa diferença.
O PSDB e o ajuste fiscal
ROBERTO MACEDO – O ESTADO DE S.PAULO
16 Abril 2015 | 02h 05
Na discussão do ajuste fiscal federal, não vejo clara a atitude do meu partido. Quais são as suas críticas, suas propostas e outras considerações pertinentes? Se pensar no bem do País, não pode ser contra uma indispensável arrumação. Se não concorda com o que o governo faz, o que propõe? Essa tomada de posição não deve comprometer uma forte e persistente crítica ao governo, conforme destacarei ao final.
No ajuste vi aumentos de impostos: 1) de PIS/Cofins e da Cide sobre combustíveis, 2) de PIS/Cofins de importações, 3) do IOF de crédito a pessoas físicas em até 12 meses, 4) do IPI de cosméticos e veículos, 5) reversões de desonerações das folhas salariais e 6) correção monetária parcial da tabela do Imposto de Renda de Pessoas Físicas (IRPF). Do lado dos gastos: 7) cortes orçamentários de investimentos e 8) de parcelas de benefícios sociais (abono salarial, seguro-desemprego, inclusive do pescador artesanal, pensão por morte e auxílio-doença) – os itens 5 e 8 ainda estão sob exame do Congresso Nacional.
Inquestionável é a necessidade de um ajuste. Turbinado pelo governo federal, o déficit final dele e dos Estados e municípios chegou a assustadores 6,7% do produto interno bruto (PIB) no ano passado, algo perto de R$ 350 bilhões. Razoável seria um valor próximo de 2% do PIB, meta do ministro Joaquim Levy para 2017.
Esse imenso déficit se somou à dívida pública, incomodando credores. Se não reduzido bastante, o Brasil pode perder o grau de investimento avaliado por agências internacionais, reduzindo investimentos estrangeiros no País. E, de um modo geral, esse déficit prejudicaria a rolagem da dívida pública, ampliaria seus custos e o cenário seria de uma crise fiscal que abalaria a economia.
As medidas 1 a 5 são defensáveis. A última é para reverter ações equivocadas. As quatro primeiras não diferem substancialmente medidas que os governos FHC adotaram no passado nem divergiriam muito de algumas que Aécio Neves tomaria se eleito em 2014. Ele disseminou a expectativa de um ajuste e seria um estelionato programático atuar em sentido contrário. Quanto à 8, é de cortes de direitos sociais tortos, exagerados nos seus custos e na sua cobertura.
No caso da 6, a tabela do IRPF deveria ser monetária e integralmente corrigida todo ano e a necessidade de rever suas alíquotas, discutida de forma explícita e transparente. Isto com reexame da equidade social na sua aplicação, não só na progressividade atual das taxas, mas também pelos vários escapes à tabela, questões que a correção monetária não trata.
Quanto à 7, dos cortes de investimentos, um ajuste fiscal não pode cingir-se a uma visão de curto prazo. Tem efeitos contracionistas no PIB, em prejuízo da arrecadação de impostos e do próprio ajuste. E o Brasil não é um país rico. Ao contrário, seu PIB carece muitíssimo de mais investimentos, sem o que permanecerá entre os países de renda média, que no seu nível atual ainda inclui muita pobreza.
Assim, cabe lutar por preservar investimentos públicos. Como falta dinheiro, cabem novos, sérios, eficazes e rápidos programas de concessões de serviços públicos, de parcerias público-privadas e de um reexame do que no setor público poderia ser gerido melhor ou mesmo privatizado. Em que pese a idolatria que ainda cerca a Petrobrás, há muito a fazer para resgatá-la do desastre a que foi levada pelos governos petistas. Além de continuar focando na corrupção que nela prosperou, o PSDB deveria examinar os custos da empresa, tidos por especialistas como elevados, e demais ineficiências. E propor a revogação do modelo petista de partilha de resultados, de participação da empresa em todos os projetos do pré-sal e de uma excessiva exigência de equipamentos nacionais. Esse modelo acabou por prejudicá-la, e também ao atrasar a extração de mais petróleo do pré-sal para uma fase em que seus preços estão muito mais baixos.
Outra falha do ajuste é não tocar no custeio da máquina pública. Quem tem levantado o assunto são lideranças do PMDB ao sugerirem que o governo “corte na própria carne”, via redução do número de ministérios. A oposição precisa ir além, ao corte dos milhares de cargos de confiança criados nas administrações petistas, um enorme monastério para abrigar seus crentes. O impacto desses cortes seria pequeno relativamente ao total do ajuste, mas simbolizaria importante compromisso com uma gestão mais eficiente da máquina pública. E uma séria perda para o PT.
Há outro aspecto até mais importante: aprovar, reprovar ou acrescentar este ou aquele detalhe do ajuste podem não marcar fortemente uma atitude oposicionista. Embora importantes e indispensáveis, as ponderações que o PSDB apresentasse poderiam ser vistas como varejo e passar despercebidas pela mídia e pelo eleitorado.
Assim, é preciso dar prioridade a algo maior, no ataque e no atacado. Apontar de forma persistente e enfática o imenso custo dos erros governistas que levaram à necessidade de um ajuste doloroso. Ao denunciar, caberia um esforço para calcular esses custos para os brasileiros, levantando não apenas os das roubalheiras, mas também os causados setorialmente, com destaque para os mais diretamente ligados aos consumidores, como no caso da eletricidade, em que as tarifas hoje incluem até juros sobre dívidas que os usuários não contraíram.
O partido precisa se mobilizar para esse cálculo. Começo pelo item mais acessível e importante, a queda do PIB neste ano, que pode ser atribuída a malfeitos econômicos que a presidente agora tenta reverter. Segundo a última edição do boletim Focus, do Banco Central, prevê-se que o PIB cairá 1%. Com base em seu valor no ano passado, esse custo seria de R$ 55.212.560.000,00, próximo do de dois programas Bolsa Família. Dilma e o PT devem pagar o preço político dessa e de outras contas a que submeteram os brasileiros.
*Roberto Macedo é economista (UFMG, USP e Harvard) e consultor econômico e de ensino superior
O amarelo e o playboy
EUGÊNIO BUCCI – O ESTADO DE S.PAULO
16 Abril 2015 | 02h 05
No ano longínquo de 1984 eu militava no movimento estudantil, presidia o Centro Acadêmico “XI de Agosto” e tinha o privilégio de ser amigo de Caio Graco Prado, da Editora Brasiliense. No comecinho daquele ano ele me veio com uma ideia de marketing político que eu descartei liminarmente, achando que era coisa de playboy. Agora, ao longo desta semana, lembrei-me muito daquela conversa – e você já vai entender por quê.
Aos meus olhos infantojuvenis, o Caio era contraditório. Esbanjava entusiasmo com as utopias socialistas. Ao mesmo tempo, não recusava nenhum dos luxos burgueses. Idolatrava o deputado estadual Eduardo Suplicy (“um santo”, ele dizia) e desfilava feliz da vida com um MP Lafer sem capota. Com intuição e engenho, soube imprimir à Brasiliense uma linha subversiva tanto na esfera da política como no plano costumes. Prestigiou autores nada acomodados, como Caio Fernando Abreu, lançou Marcelo Rubens Paiva com Feliz Ano Velho, encomendou ao poeta Paulo Leminski uma biografia de Leon Trotsky e publicou dezenas de obras de pura provocação, como Porcos com Asas, de Marco Radice e Lidia Ravera. A Brasiliense de Caio Graco era um polo cultural do Brasil nos anos 80. Por ser de esquerda, enfurecia os militares (que não tinham como censurá-la). Por ser libertária, causava urticária nos comunistas da velha guarda (que não podiam amaldiçoá-la em público).
Na nossa conversa do início de 1984, Caio estava empolgado. “Quero lançar uma campanha: Use Amarelo pelas Diretas!”. Em seguida, bateu as duas mãos abertas na mesa e me intimou: “Por que não fazemos isso pelo ‘XI de Agosto’?”.
Torci o nariz. Não que eu fosse contra as eleições diretas, éramos todos a favor (a bandeira entrara na agenda das ruas em 27 de novembro de 1983, num comício de 15 mil pessoas, convocado pelo PT, em frente ao Estádio do Pacaembu). Mas aquela história de “usar amarelo” me pareceu afetação de esquerdista grã-fino. Do alto da minha caretice arrogante, recusei polidamente a proposta: o “XI de Agosto” não iria entrar no ramo de figurino de passeata.
Sim, sim, é óbvio que cometi um erro crasso, preconceituoso e estúpido. Dias depois, o então senador Severo Gomes envergaria uma gravata amarela e lançaria a moda que virou uma onda gigantesca. Eu aderi, é claro, como todo mundo, numa euforia intensa e breve. Em abril daquele mesmo ano, a emenda que restabeleceria o voto direto foi derrotada no Congresso Nacional. Tivemos de esperar mais cinco anos para votar. De resto, fiquei com a consciência tranquila: errei na cor, mas não errei na causa.
Agora, em 2015, o amarelo está de volta às ruas. Como em 1984, alguma coisa me incomoda e por isso me lembro do Caio Graco. Desta vez, porém, meu desconforto não é com a cor, mas com a causa. Posso estar sendo preconceituoso como já fui, mas não creio. A bandeira do “Fora Dilma” ganhou o estatuto de dogma por antecipação. Se você é contra o governo, mas não quer derrubar a presidente antes do final do mês, fique fora da passeata. Está desconvidado. Tanta inflexibilidade foi responsável, ao menos em parte, pelo esvaziamento das marchas. Entre o primeiro grande protesto, de 15 de março, e o segundo, de 12 de abril, a multidão diminuiu. Gente que queria expressar descontentamento com a presidente, mas não concordava com a tese de guilhotinar-lhe o mandato de modo sumário, pulou fora ou foi expelida.
Até mesmo lideranças de partidos de oposição preferiram manter distância. O PSDB, por exemplo, disse que “apoiava”, mas não foi às passeatas. Do alto do muro, ficou vendo a banda passar e se esvaziar. É bem verdade que, depois de domingo, e principalmente depois da prisão do tesoureiro do PT, os tucanos começaram a encomendar estudos preliminares, veja bem, a considerar caminhos jurídicos para, então, eventualmente, poder dar início ao pedido de uma ação de impeachment, tudo ainda em caráter muito hipotético, etc. Mas até domingo estavam olimpicamente empoleirados no muro. Em resumo, nem a oposição se sentiu à vontade para ir à rua.
É claro que protestar é necessário. A mais recente campanha publicitária do PT na televisão deveria ser recebida pelos brasileiros com protestos enérgicos, indignados e contundentes. Ao chamar para si o mérito pelo aumento das prisões por crime de corrupção no Brasil, o PT agride o brio da cidadania, que sabe muito bem onde está a inestimável contribuição petista para essas prisões: do lado de dentro das celas. O ato de protestar, enfim, pode ser assumido como um dever inadiável. Acontece que os atos públicos, em vez de acolherem a diversidade dos insatisfeitos, foram monopolizados pela teimosia furiosa de transformar a cadeira da presidente da República num assento ejetável. Ora, qualquer cidadão sabe que não é assim que a democracia funciona. O impeachment requer um rito processual formal, e esse rito não está colocado, nem de longe. Os manifestantes fundamentalistas do “impeachment já” mostraram-se desagregadores e espantaram quem não quer partir para o tudo ou nada.
A exemplo dos que gritam por um golpe militar (que são ridículos, mas poucos, ridiculamente poucos), ficaram com a imagem sectária de adeptos da ruptura da ordem democrática e perderam o punch. Eles mesmos viram. A julgar pelas declarações dos dirigentes das manifestações, eles perceberam que precisam corrigir o curso. Um ou dois passeios dominicais na Paulista, em congraçamento com a Tropa de Choque, não darão conta de mudar o Brasil. Se quiserem fazer diferença, os radicais do “Fora Dilma” terão de parar de simplesmente cuspir nos políticos para começar a fazer política de gente grande. A democracia se tece com partidos, não contra todos os partidos. A democracia não se faz na base da birra infantil.
Em 1984, ir às passeatas com camisa amarela não foi coisa de playboy. Definitivamente. E hoje? A pergunta está em aberto.
*Eugênio Bucci é jornalista e professor da ECA-USP
Temperatura máxima
·         O Estado de S. Paulo
Eliane Cantanhêde
16 Abril 2015 | 02h 05
Toda vez que a presidente Dilma Rousseff começa a sair da UTI, lá vem uma nova pneumonia, ora dela, ora por contaminação do PT. A da vez é a prisão de João Vaccari Neto, o segundo tesoureiro do partido a parar atrás das grades. E o pior que a ventania atingiu também a mulher, a cunhada e a própria a filha dele. É aí que mora o perigo.
Foi assim, abalado com o envolvimento da família, que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa decidiu botar a boca no trombone. O grande temor de uns, ou a grande esperança de outros, é que a mesma pressão produza igual resultado agora com Vaccari. Tal como Costa, ele sabe das coisas. Mas sabe muito mais, pois conhece o PT e o ex-presidente Lula por dentro.
A prisão de Vaccari não tem a ver diretamente com Dilma, mas já seria dramática em qualquer tempo, em qualquer lugar, em qualquer circunstância, e é muito pior nesse contexto em que o PT esfarela, Dilma perde o controle do próprio governo e o PSDB decide descer do muro e encampar a tese do impeachment.
Principal líder tucano e, portanto, da oposição, Fernando Henrique Cardoso mantém o discurso que a sólida formação acadêmica, a experiência e até velhice recomendam. Mas FHC é passado, e a bancada tucana na Câmara, cheia de gás e de ambições, é o futuro.
Estadistas podem puxar o freio, mas políticos jovens com mandato metem o pé no acelerador, correndo atrás das pesquisas de opinião e das manifestações de rua. Segundo o Datafolha, 63% dos brasileiros são favoráveis ao impeachment da presidente. E, ontem, movimentos unidos pelo grito “Fora Dilma!” foram à oposição cobrando que aja como oposição. Quem tem de evitar o impeachment é o governo, não o PSDB. E daí, fazer ouvidos de mouco?
Aécio Neves jogou a toalha. Em vez da prudência de FHC, agora opta pela ousadia da bancada, que atua em duas frentes: o convencimento político no Congresso e a busca de pareceres jurídicos sólidos sobre a chamada materialidade.
Dilma começou a sair da UTI quando partiu para um encontro com Barack Obama no Panamá, deixando seu governo daqui em diante nas mãos do vice-presidente e novo articulador político Michel Temer e do ministro e coordenador econômico Joaquim Levy. Como diziam no governo Sarney, “a crise viajou”. Pois é, mas a crise foi, voltou e deu de cara com a outra crise irmã – a do PT.
Todo o esforço de Temer na segunda e na terça, para revitalizar a base aliada e retomar o ritmo de votações de interesse do governo no Congresso, foi por água abaixo com a prisão de Vaccari ontem. Não dá para competir nas TVs, nas rádios, nos jornais, na internet, nas conversas de qualquer botequim do País.
Para piorar, o que deveria ser um gol a favor pode virar um gol contra: a indicação do novo ministro do Supremo Tribunal Federal. Independentemente de todas as qualidades intelectuais e técnicas de Luiz Fachin, o fato é que suas ligações despejam toneladas de pedras no seu caminho.
Aliado do PT e da CUT, vai ser o 11º ministro justamente durante as investigações dos petistas e aliados governistas da Lava Jato. Defensor do MST e do rito sumário para a reforma agrária, vai precisar da aprovação do PMDB e de uma forte bancada ruralista no Senado. E o que dizer de seu discurso de defesa da candidatura Dilma Rousseff em 2010, alegando que “tinha lado”? E se tiver de julgar o governo Dilma, vai se declarar impedido?
O fato é que as duas desgraças chegam simultaneamente: a crise política de Dilma já era flagrante e a crise ética do PT só piora. Isso resulta numa explosão de proporções ainda não sabidas, mas o fato é que a tese do impeachment voltou com força e isso resvala para a hipótese de renúncia. A pergunta que cruza gabinetes, corredores e salões de Brasília, neste momento, é: quem vai botar o guizo no gato?
Brasil tem o iPhone mais caro do mundo, segundo Financial Times
O preço do smartphone no Brasil é quase o dobro do que é cobrado nos EUA; o valor é 34% superior ao segundo país no ranking
Por Matheus Mans

SÃO PAULO – O Brasil possui o iPhone mais caro do mundo, segundo o jornal britânicoFinancial Times. O estudo, que compara as 20 maiores economias globais, indicou que o valor pago por um iPhone no Brasil é quase o dobro do que é pago nos EUA.
A pesquisa é realizada com base no modelo mais barato encontrado nos países, o iPhone 6 com 16GB de memória. Aqui, o preço está numa média de US$1.254,00, valor 34,5% acima do segundo colocado – a Rússia – que tem um preço médio de US$932.
O estudo é realizado com base no preço do smartphone nos EUA, que possui o menor preço do mundo: a partir de US$650.
Logo após os dois primeiros colocados, China e Índia completam o ranking dos quatro maiores valores do iPhone. Abaixo, a tabela completa divulgada pelo Financial Times:

10 dicas para estudar durante sua vida toda
16 de Abril de 2015
O que você pode fazer para tornar o aprendizado um hábito constante na sua vida
O processo de aprendizagem amplia os pontos de vista e pode se tornar uma fonte de prazer pessoal. Entretanto, com a correria do dia a dia, é difícil focar em conhecer novos conceitos e estudá-los. Até mesmo quem se identifica com os estudos encontra dificuldades de realizar esse exercício com frequência.

Confira dicas para criar o hábito de estudar continuamente:

1- Sempre tenha um livro para ler
Tente sempre ler algum livro, mesmo que você demore muito tempo para conseguir concluir a leitura. Aproveite os momentos livres que você tem no seu dia para aproveitar a obra que você escolheu.

2- Mantenha uma lista do que aprender
Selecione os assuntos que mais te interessam e monte uma lista para que você consiga estudá-los mais a fundo.

3- Faça amigos mais intelectuais
Comece a passar mais tempo com pessoas que pensam de maneira crítica e que investem na aprendizagem de novos conteúdos. Com a convivência, você passará a adquirir alguns hábitos positivos desses amigos.

4- Pensamento guiado
Passe um tempo refletindo sobre as ideias que você adquiriu durante o dia, para que fiquem fixadas na sua memória. Segundo Albert Einstein, mesmo que a pessoa leia muito, é uma prática inútil se não houver a prática dos conhecimentos aprendidos posteriormente.

5- Ensine os outros
Bons meios de ensinar outras pessoas são começar um blog para transmitir seus conhecimentos, escolher uma pessoa específica para dar aulas particulares ou discutir ideias com os amigos. Dessa maneira, você traz benefícios tanto para o seu aprendizado como para do outro.

6- “Limpe” seus dados
Guardar muitas informações dificulta que você fique focado em estudar algum ponto específico, além de levar a distrações. Opte por limpar seus dados e deixar apenas aquilo que realmente é relevante para você.

7- Pesquise novas ideias
Tente conhecer novos pontos de vista, que confrontem o seu. Assim, esses embates podem gerar novos projetos e aprimorar suas convicções.

8- Encontre trabalhos que encorajem o estudo
Busque empregos que te incentivem a continuar estudando e, se você não tiver essa abertura, considere trocar para outro que você possa se dedicar aos estudos.

9- Siga sua intuição
Ao seguir sua intuição, você passa a gostar muito mais do processo de aprendizagem. Você nunca terá certeza sobre o que esperar e nem sempre terá um objetivo final em mente.

10- Torne uma prioridade
Algumas forças externas irão te persuadir a aprender, mas o desejo deve vir de você. A partir do momento que você decide que quer continuar aprendendo sempre, depende somente da sua atuação para conseguir realizar tal ação.

Fonte: Universia Brasil
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Como melhorar seu rendimento escolar
16 de Abril de 2015
Saiba os hábitos de pessoas inteligentes que você pode seguir para conseguir melhores notas no universo acadêmico
Os alunos com melhores rendimentos escolares têm hábitos específicos para que atinjam esse patamar no setor educacional. Embora essas pessoas façam parecer fácil conseguir boas notas, elas se esforçam demais para manterem o padrão que adquiriram ao longo do tempo.

Confira o que você pode fazer para tentar ser como as pessoas mais inteligentes da sala de aula:

1 – Não faça todas as lições de casa
Selecione quais tarefas você realizará, para a fim de otimizar tempo. Mesmo que as atividades representem de 5 a 20% da nota final, não são tudo e algumas delas nunca serão cobradas nos exames.

2 – Pesquise sempre
Aproveite as ferramentas de busca online, como o Google, para tirar dúvidas sobre as disciplinas estudadas. Não fique restrito às explicações dos professores e aos materiais fornecidos por eles.

3 – Não grife muito
Quando você lê um texto, foque em destacar apenas as informações mais importantes. Se você grifa muitos trechos, é sinal de que não está dando importância para as partes certas e não está prestando atenção na leitura. Muitas vezes, é melhor tomar notas sobre o conteúdo do que grifá-lo.

4 – Durma bastante
A ideia principal é que você alterne períodos de trabalho duro com noites de sono bem dormidas. Tente descansar cerca de 9 horas por dia, porque assim você intensifica a atuação do seu sistema nervoso.

5 – Aprenda com base nos seus erros
A maioria dos alunos não presta atenção nos erros que cometeram nas avaliações, só o fazem para poder pedir para que os professores reconsiderarem as notas. Entretanto, uma das melhores formas de aprender é por meio dos conceitos que você não conseguiu desenvolver satisfatoriamente durante as avaliações.

6 – Pratique como se estivesse realizando uma prova
Durante um exame, você atinge níveis de tensão mais altos do que em quaisquer outras atividades e, por isso, deve realizar algumas delas como se fossem uma prova, sem consulta e com um tempo limite estipulado. Dessa forma, você estará mais preparado para lidar com o estresse durante a avaliação final.

7 – Aprenda por meio da prática
Existe uma grande diferença entre obter conhecimento e aplicá-lo, por isso pratique os conceitos aprendidos. Enquanto você está aprendendo uma língua estrangeira, por exemplo, é essencial que você dedique-se a aplicar tudo que aprendeu, no ramo da fala, escrita e audição.

8 – Não reclame
Se alguma coisa te incomoda, faça algo para alterá-la ou ignora-la. Não perca tempo, energia e capacidade mental falando sobre como determinada situação está ruim para você.

9 – Estude em períodos intervalados
Quando você estuda em diversas partes, tende a se sentir mais animado, porque sabe que um novo intervalo chegará rapidamente. O cérebro tende a se concentrar mais e atingir maior produtividade do que quando você estuda longos períodos de tempo.

10 – Faça muitas perguntas
Os questionamentos fazem com que você conheça determinados temas de maneira mais aprofundada do que as próprias aulas podem proporcionar.

11 – Mantenha-se motivado
A motivação é uma característica que tende a aparecer e sumir durante seus estudos ou de projetos que você está envolvido. Encontre formas de realizar suas atividades, mesmo que esteja desmotivado para tal.

12 – Escreva em papeis
Os notebooks são boas ferramentas para realizar anotações, porque permite que você escreva exatamente o que o professor está dizendo de maneira mais rápida. Entretanto, o processo torna-se algo automático e você não reflete sobre o que está escreendo. Quando você opta por folhas de papel, é obrigado a pensar em formas de compilar as informações e escrevê-las com suas próprias palavras.

·         Fonte: Universia Brasil

UnB perde processo judicial sobre regulamentação de estágio

Instituição está proibida de de exigir pré-requisitos que não estejam previstos em lei

A 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) decidiu, por unanimidade, suspender as exigências de pré-requisitos não previstos em lei para a realização de estágios por estudantes da Universidade de Brasília (UnB). Com a sentença, departamentos, faculdades e institutos ficam proibidos de estabelecer percentual mínimo de créditos e matérias obrigatórias para que os alunos estagiem. A decisão, aprovada com unanimidade, foi publicada no último dia 30.

No recurso, a Fundação Universidade de Brasília (FUB) alegou que as exigências se pautam nos projetos pedagógicos dos cursos. Para a instituição, a decisão do TRF1 fere o princípio de autonomia reservado às universidades federais. No entanto, em seu voto o desembargador federal Souza Prudente, relator do processo, lembrou que a Lei 11.788/2008, conhecida do Lei do Estágio, não estabece tempo mínimo de curso número nem número de disciplinas cursadas para participação em estágio profissional supervisionado.

Pesquisa mostra que o número de brasileiros que se exercitam cresceu 18%

A pesquisa também destaca que o índice da população que não praticou nenhuma atividade física nos últimos três meses ainda é alto: 15,4%

Agência Brasil

Pessoas praticam exercício físico em aparelhos no Parque da Cidade

Dados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2014 apontam que o brasileiro está se exercitando mais, com um aumento de 18% nos últimos seis anos.

De acordo com os dados, 35,3% dos entrevistados disseram dedicar pelo menos 150 minutos do seu tempo livre na semana com exercícios (quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde). Em 2009, o índice era 29,9%.

Os homens são mais ativos do que as mulheres – 41,6% deles praticam a quantidade recomendada de atividade física contra 30% delas. Os jovens, em ambos os sexos, são os que mais se exercitam, com índice de 50%.

A escolaridade aparece como fator importante na prática de atividades físicas. Enquanto 47,8% das pessoas com 12 anos de estudo ou mais se exercitam no tempo livre, a taxa é 22,9% entre os que têm até oito anos de estudo.

A pesquisa destaca que, embora o número de pessoas que disseram praticar atividades físicas seja maior do que os que não se exercitam, o índice da população fisicamente inativa (que não praticou nenhuma atividade física nos últimos três meses) ainda é alto: 15,4%.

Os mais inativos são os idosos com 65 anos ou mais (38,2%). Além disso, 12% dos jovens com idade entre 18 e 24 disseram não ter feito esforços físicos nesse período. O índice de brasileiros que não são suficientemente ativos chega a 48,7%.

Já em relação à ingestão de frutas e hortaliças, os números mostram que 36,5% dos entrevistados disseram consumir esses alimentos cinco ou mais dias na semana. O índice cai para 24,1% quando se considera a quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de cinco ou mais porções diárias ou 400 gramas.

As mulheres são as que mais diversificam os pratos – entre elas, o índice chega a 28,2% contra 19,3% entre os homens.

Ainda de acordo com o estudo, o consumo de carnes com excesso de gordura caiu no país. Entre 2007 e 2014, o percentual passou de 32,3% para 29,4%. Nesse caso, os homens comem duas vezes mais, com 38,4%, enquanto entre as mulheres, o índice é 19,3%.

O sal, entretanto, permanece bastante presente no prato do brasileiro. A frequência de adultos que consideram seu consumo de sal alto ou muito alto é 15,6%, sendo maior entre os homens (17,4%).

Os dados mostram também que 20,8% da população toma refrigerante cinco ou mais vezes na semana. O índice, em 2007, era de 30,9%. Já os alimentos doces são ingeridos cinco ou mais vezes na semana por 18,1% dos brasileiros, sendo mais presentes entre as mulheres (20,3%) do que entre os homens (15,8%).

O estudo entrevistou, por inquérito telefônico, 40.853 pessoas com mais de 18 anos que vivem nas capitais de todos os estados e no Distrito Federal entre os meses de fevereiro e dezembro de 2014

VISãO DO CORREIO »Menos armas, mais educação

Publicação: 16/04/2015 04:00

Em 2011, o Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) comprou 220 tasers para uso nas blitzes. A medida provocou reações devido à letalidade da arma. O Ministério Público do DF e Territórios, a Ordem dos Advogados do Brasil e o Conselho Regional de Medicina ameaçaram ir à Justiça para evitar o uso das pistolas de choque. O governo recuou e recolheu os equipamentos, que custaram R$ 334 mil aos cofres públicos.

Na terça-feira, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios encerrou a polêmica sobre o uso de armas de fogo por agentes do Departamento de Trânsito (Detran-DF). A Corte julgou inconstitucional a Lei Distrital nº 2.176/98, que permitia aos servidores do órgão — os únicos do país — portarem o artefato. Mas a questão não está pacificada. O governo poderá recorrer da decisão em instância superior da Justiça. O sindicato da categoria avisa que continuará a luta.

Se pistolas de choque são letais, o que não dizer dos revólveres? Hoje, a sociedade brasileira tem se manifestado contra o elevado índice de violência. Os movimentos populares cobram do poder público ação mais vigorosa para que os artefatos bélicos sejam tirados de circulação. O Mapa da Violência 2013 revelou que o número de armas aumentou 346,5% em 30 anos — passou de 8.710, em 1980, para 38.892 em 2010. Das mais de 55 mil pessoas mortas por ano, 70% são por arma de fogo.

A chegada de mais armamento às ruas, ainda que seja pelas mãos de servidores treinados, em nada contribui para arrefecer a violência. Ao contrário. Corremos o risco — e ele é real — de ver as armas passarem às mãos de criminosos. São corriqueiros os episódios de equipamentos de uso restrito das forças de segurança serem flagrados com marginais.

Até hoje não se tem nenhum dado de que a construção do cenário ideal no trânsito dependa de ação coercitiva dos agentes e inspetores por meio de arma de fogo. O processo de convencimento, entendem os especialistas e recomenda o bom senso, deve se dar por meio de atividades educativas. São medidas que começam na pré-escola, se estendem ao longo da formação educacional e ganham reforço quando o indivíduo busca habilitação para conduzir um veículo.

Reduzir o número de artefatos bélicos, qualificar os agentes, investir na educação dos condutores e em campanhas públicas são iniciativas essenciais não apenas para reduzir a violência no trânsito, mas também na sociedade em geral. A decisão do TJDFT traz grande contribuição ao desarmamento e à vida.

A polêmica terceirização

ALMIR PAZZIANOTTO PINTO
Advogado, ex-ministro do Trabalho e ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST)
Publicação: 16/04/2015 04:00
O atraso exerce terrível poder de sedução entre petistas e aliados. São constantes as manifestações de rejeição ao moderno, sobretudo quando o assunto se volta às relações de trabalho. Os debates em torno da terceirização se desenvolvem há 30 anos. Foram incrementados pela Súmula nº 256, aprovada em 1986 pelo TST, com o propósito de erradicar, como se praga daninha fosse, o contrato de prestação de serviços do solo trabalhista.

Extremamente radical, a jurisprudência condenava à ilegalidade a contratação de trabalhadores por empresa interposta, salvo no caso do trabalho temporário e serviços de vigilância, ambos disciplinados em lei. Como era impossível fechar os olhos à realidade, viu-se a súmula obrigada a reconhecer que, em pelo menos duas situações, a terceirização havia sido legalizada e prestava excelentes serviços à sociedade.

Não obstante combatida sem tréguas, a prestação de serviços continuou a se expandir, não como instrumento de opressão dos trabalhadores, mas por se tratar de fenômeno moderno da economia mundial, praticado nos países desenvolvidos, cuja utilização gera aumento de produtividade, expansão do mercado de trabalho, redução dos custos, simplificação das tarefas administrativas.

Desde 1986, procura-se regulamentar a terceirização. O primeiro projeto foi encaminhado à Câmara dos Deputados pelo então presidente José Sarney, como Mensagem nº 472/1986, tomando o nº 8.174. Sobrecarregada com as discussões da Constituinte, e envolvida em debates relacionados à inflação e aos planos econômicos, a Câmara deixou o assunto de lado, até cair no esquecimento.

Em 1993, frente à necessidade de cumprir a Constituição, cujo art. 37, II tornou obrigatório o concurso para ingresso em estatais e sociedades de economia mista, o TST reviu a Súmula nº 256 e a substituiu pela nº 331. A nova jurisprudência liberou a terceirização dos serviços de conservação e limpeza, “bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador”.

Atividade-meio é tão indefinível quanto atividade-fim. Ao revés de solucionar conflitos, o verbete se transformou em foco epidêmico de reclamações trabalhistas e ações civis públicas. Milhares de julgados, proferidos em todas as instâncias da Justiça do Trabalho, não foram suficientes para gerar segurança entre os jurisdicionados. O assustador volume de condenações provocou pânico nos empresários, espremidos entre a inexorável necessidade de terceirizar para sobreviver, e o acúmulo de passivos trabalhistas, capazes de inviabilizar os mais sólidos negócios.

Diante desse panorama, cuja contribuição para a desindustrialização e o desemprego não deve ser subestimado, o que fez o PT? Empunhou falsas bandeiras, como fragilização do emprego, redução dos salários, ofensa à dignidade humana, sem oferecer contribuição sensata ao debate. A aprovação do PL nº 4.330, na Câmara dos Deputados, renova as esperanças.

Três aspectos da proposição merecem destaque: o fato positivo consiste na eliminação da esdrúxula divisão entre atividade-meio e atividade-fim, impossível de ser definida nas grandes empresas. O segundo, entretanto, causa perplexidade. Entre as retenções obrigatórias, fixadas no projeto, nenhuma pertence diretamente ao trabalhador. O depósito do FGTS, a única parcela integrante do seu patrimônio, foi deixado de lado.

O tomador de serviços ficará incumbido de fiscalizar. Qual razão teria levado a Câmara a tomar tal medida? Não sei e jamais conseguirei entender. Espero que, mediante emenda, o fundo se enquadre nos encargos com retenção na fonte, para garantia dos empregados. Em terceiro, embora não em último lugar, levanto o tema da filiação sindical.

É espantoso que a nenhum deputado tenha ocorrido a ideia de que a lei deve assegurar ao trabalhador o livre direito de escolha. A ele, e apenas a ele, compete decidir o sindicato merecedor do seu dinheiro e da sua confiança. Se relativamente aos partidos e à religião ninguém tem o direito de lhe suprimir a liberdade, quando se trata de associação sindical, qual é o argumento para decidir que a filiação é obrigatória em determinada entidade?
Se deixar de corrigir a gritante falha, a Câmara dos Deputados violará a Constituição em dois dispositivos, dando relevante contribuição para manter a estrutura sindical acorrentada às origens corporativo-fascistas.

Os abutres têm fome

PAULO PAIM
Senador (PT/RS)
Publicação: 16/04/2015 04:00

Desde o início da década passada, vem sendo gestado no Congresso Nacional processo para acabar com os direitos trabalhistas e previdenciários da nossa gente. A primeira tentativa foi em 2001, com o PL nº 5.483. Em certa ocasião, enquanto eu discursava, destaquei folhas da Constituição para, simbolicamente, demonstrar que o projeto arrancava a alma e o coração dos direitos dos trabalhadores. Em seguida, provocado por palavras racistas, arremessei o exemplar da Carta na direção da Mesa, atingindo deputados da base governista.

Nilson Mourão, então deputado do PT do Acre, ponderou que não poderíamos enfrentar o debate “enquadrados numa ordem hipócrita e injusta”, afirmando que “o nosso partido é reconhecido como o partido das causas populares, que defende os pobres, os explorados, os esquecidos, os aposentados, os trabalhadores”. Em 2003, conseguimos arquivar o projeto no Senado.

Em 2004, surge nova tentativa de ferir a dignidade do trabalhador por meio da apresentação do PL nº 4.330, que trata da terceirização. Infelizmente a proposta foi aprovada no último 8 de abril pela Câmara dos Deputados. Em breve o projeto estará tramitando no Senado Federal. Não bastasse isso, temos à nossa frente o PL nº 951\11, que cria o Simples Trabalhista e o PL nº 463\11, que prevê novo Código do Trabalho.

No ovo da serpente encontram-se, ainda, as MPs nº 664 e nº 665. Sobre elas, o Dieese emitiu a seguinte nota técnica: “Por mais que o governo alegue que não há retirada de direitos dos trabalhadores, as novas regras limitam o acesso de milhões de brasileiros a esses benefícios, o que, na prática, significa privar parcela mais vulnerável da população de benefícios que lhes eram assegurados”.

Para mim o objetivo é claro: acabar com a CLT, criada em 1943, ou seja, sepultar a “Era Vargas” e os artigos da Constituição Cidadã de 1988 que tratam dos direitos sociais. Pois é aí, nessas duas “pedras sagradas”, que direitos, tais como Carteira de Trabalho, Previdência Social, seguro-desemprego, vale-transporte, férias, 13º salário, FGTS, salário mínimo adicionais, entre outros, se encontram assegurados.

Sempre que irrompe uma crise econômica, os governos do Brasil se utilizam da fórmula mais simples, mais desprovida de diálogo, ortodoxa, para não dizer a mais grosseira: fazer a corda arrebentar no lado mais fraco. Aqueles que ganham um, dois, três salários mínimos são os atingidos e passam a ser servidos à mesa das piranhas do mercado financeiro.

Vale registrar que, até mesmo os Estados Unidos, nos anos 1930, em plena crise, implantaram uma série de medidas, entre elas a criação de enorme programa de ajuda para os desempregados e o aumento de impostos para os mais ricos, ou seja, o andar de cima foi chamado a contribuir.

Infelizmente, no contexto atual, vemos, também, que a representatividade da classe trabalhadora no Congresso Nacional perdeu força e foi reduzida em quase 50%. Somando-se a isso, temos um aumento do número de saqueadores da dignidade da nossa nação: corruptos e corruptores.

Creio que os movimentos sindical e social não estão se dando conta da gravidade da situação. A conjuntura requer forte capacidade de articulação e mobilização. Os brasileiros estão indo às ruas e às praças mostrando indignação, levantando cartazes, tocando tambores e gritando até a voz ficar rouca. É o único jeito de chamar a atenção dos poderosos em Brasília.

De minha parte, e daqueles que ainda são fiéis à história e às suas raízes, só há um caminho a seguir: o da resistência, fazendo o bom combate com as armas do diálogo e da negociação. Todo esse contexto me faz lembrar um filme muito antigo. O cenário se passa no século 19, quando a lei do mais forte prevalecia. Trata-se de faroeste sobre homens, mercenários, deslealdade e muros falsos — Os abutres têm fome.

Laços fortes para uma vida longa
Estudo norte-americano com 3 milhões de pessoas mostra que o isolamento é tão ruim para a longevidade quanto doenças crônicas. Idosos contam como vivem bem driblando a solidão

Raimunda Leal criou há 28 anos, na Candangolândia, um espaço para os idosos se encontrarem: %u201CSe ficassem em casa, entrariam em depressão e morreriam mais cedo%u201D

Filha de libaneses que vieram tentar a sorte no Brasil, Rafa Daher Ceva chegou à cidade goiana de Ipameri com a estrada de ferro, em 1912. Lá, formou a família e realizou o sonho de ser professora. A senhora de 102 anos ensinou o português a gerações de adolescentes do interior goiano. Hoje, recebe o carinho por onde passa. “Eu não falo de dor, não me queixo da velhice. Deus me deu coisas que nem mereço. Existem adversidades, mas é importante ver que cada fase da vida tem a sua beleza, e o que me motiva a estar viva é fazer o melhor para mim e para os outros. Ter muitas pessoas boas ao meu redor ajuda a me manter viva e em atividade”, diz.
A afirmativa de dona Rafa é constatada em um estudo científico feito com 3 milhões de pessoas e publicado recentemente na revista Perspectives on Psychological Science. Segundo os pesquisadores da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, a longevidade está ligada a fatores que vão além de cuidados com a saúde física, como a prevenção de doenças crônicas. Para se ter vida longa, também é necessário construir laços familiares e de amizade fortes. Por isso, a solidão e o isolamento social são uma ameaça tão grande quanto a obesidade.

Dona Rafa conta que sempre teve a casa cheia. O marido da ex-professora de português, o engenheiro civil Cesar Augusto Ceva, começou a praticar radioamadorismo ainda no início da década de 1940. “Antes mesmo de ele ter criado a rádio Xavantes (a segunda do estado de Goiás), sempre combinávamos horários para conversar com outros radioamadores. Muitas vezes, nunca tínhamos nos visto pessoalmente. Hoje, as pessoas também conversam sem se conhecer pessoalmente, né?”, compara.

Em 1947, com o surgimento da rádio comercial, a casa do casal se encheu de artistas que vinham até a cidade para se apresentar. Estrelas como os cantores Emilinha Borda, Ivon Curi e Ruy Rei, além do presidente Juscelino Kubitschek e do escritor Malba Tahan, foram recepcionadas, conta ela. Quando o marido de dona Rafa morreu, há 25 anos, o movimento foi reduzido. “Sempre gostei de gente na minha casa, gente em volta da minha mesa, gosto de conversar, de brincar. Sempre foi assim e tive muitos almoços, jantares, mas acabou”, conta.
A centenária, porém, não se abateu. Descobriu novas formas de estar em contato com amigos e familiares. “A viuvez foi difícil, mas o tempo vai formando uma nova pessoa. Fui enfrentando coisas que acharia que não daria conta e vencendo. O importante é nunca estar sozinha”, diz a centenária, que não perde a oportunidade de visitar os parentes e de festejar, sempre acompanhada dos filhos, primos, sobrinhos e netos.

Como o cigarro
Especialistas advertem que solidão e isolamento social podem ser muito diferentes. É possível estar cercado de pessoas e ainda se sentir sozinho. Assim como optar pelo isolamento social. O efeito sobre a longevidade, no entanto, é o mesmo nos dois cenários. A falta de conexões, aponta a pesquisa da instituição norte-americana, apresenta um risco adicional à saúde, e a existência de relações proporciona um efeito positivo sobre o corpo e a mente.
Segundo a pesquisa, a solidão pode ter o mesmo efeito à longevidade quanto fumar 15 cigarros por dia e ser um alcoólatra. “Os dados cumulativos de 70 estudos independentes (…) revelam um efeito significativo acerca do isolamento social, da solidão e de quem vive sozinho sobre o risco de mortalidade. Após a contabilização das covariáveis, descobriu-se que o aumento da probabilidade de morte foi de 26% para a solidão, 29% para o isolamento social e 32% para viver sozinho”, detalha o texto divulgado na revista científica.
A gerontóloga Eloisa Adler avalia que um dos pontos mais interessantes do estudo é mostrar que existem diferentes tipos de velhice e subjetividade. “A solidão é algo psicológico e o isolamento social, algo físico. Uma coisa é certa: a convivência com outros indivíduos é importante em todos os momentos da vida”, ressalta a integrante da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).
A frase funciona como dogma na Associação do Idoso Candango (AIC), espaço criado na Candangolândia, em 1987, para a convivência de idosos. Basta ouvir os relatos dos frequentadores do local. “Moro com seis pessoas na minha casa, mas todo mundo trabalha e eu fico só, venho aqui para me divertir”, conta Tibúrcio Costa da Mota, 87 anos.
“Minha esposa é bastante nervosa. Por isso, faz dois anos que venho aqui me descontrair”, engata João Batista, 79. Dona Francisca Borges Ferreira, 79, ficou viúva e mora sozinha. Em vez da falta de contato dentro de casa, prefere estar com os amigos da mesma idade. “Tenho cinco filhos, mas todo mundo tem suas obrigações e não pode me dar atenção sempre. Venho aqui para descontrair.”
Espaços como associações e asilos são essenciais na inserção social de idosos a uma vida ativa e saudável, mas a gerontóloga Eloisa Adler lamenta a falta de políticas públicas focadas no aumento da longevidade e no bem-estar dos idosos. Fundadora da AIC, Raimunda Leal faz a mesma observação. “Mantemos a associação aos trancos e barrancos. Desde 2008, não recebemos qualquer ajuda do governo. Hoje, há um desrespeito total com os direitos dos velhos. Aqui, recebemos muitos que, se ficassem em casa, entrariam em depressão e morreriam mais cedo.”
“Existem adversidades, mas é importante ver que cada fase da vida tem a sua beleza, e o que me motiva a estar viva é fazer o melhor para mim e para os outros. Ter muitas pessoas boas ao meu redor ajuda a me manter viva e em atividade”
Rafa Daher, 102 anos
Governo prevê aumento do salário mínimo para R$ 854 em 2016
Atualmente o mínimo está em R$ 788. O dado foi divulgado pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa aos senadores
Rosana Hessel , Antonio Temóteo
O Governo Federal prevê aumento de 8,37% no salário mínimo em 2016, para R$ 854. Atualmente ele está em R$ 788. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (15/04) pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa aos senadores.

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Ele entregou pessoalmente a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2016 ao presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL) hoje à tarde, no gabinete do parlamentar. As informações são do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que participou do encontro.
As regras de correção do salário mínimo para 2016 foram mantidas e respeitam a política de reajuste adotada desde 2011. A fórmula utilizada considera a variação da inflação do ano anterior medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, ambos medidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2014, o PIB cresceu apenas 0,1%. Pelas projeções do mercado, o INPC acumulado em 12 meses para 2015 está em 8,34%. Com isso, a correção do governo ficou acima das previsões do mercado.
Dupla presa por oferecer falsa revalidação de diplomas movimentou R$ 1,5 mi
Eles se apresentavam como integrantes da Associação Médica do Mercosul, entidade que não existe, e diziam ter convênio com o GDF
A Polícia Civil prendeu dois homens suspeitos de oferecerem falsa revalidação de diploma médico para brasileiros que concluíram o curso superior na Bolívia. O processo é necessário para que o certificado estrangeiro tenha validade no Brasil. O advogado Jurandir Pinheiro de Medeiros Júnior, 37 anos, e o suposto estudante de medicina na Bolívia, Jorge Martins Júnior, 32, foram detidos por volta das 17h50 de terça-feira (14/4) em flagrante, no Park Shopping, no momento em que aplicavam mais um golpe. Com a dupla, estavam duas vítimas e uma terceira chegava do Mato Grosso.
Jefferson Ribeiro, delegado-chefe da Corf: “O que motivou as vítimas a procurarem esses suspeitos foi a promessa de emprego imediato como médico do GDF com salários altos”
Os criminosos prometiam a revalidação do diploma a partir de curso a ser feito em Brasília. Apresentavam-se como membros da “Associação Médica do Mercosul” – entidade falsa – e diziam ter convênio com o Governo do Distrito Federal (GDF). Eles cobravam R$ 50 mil de cada vítima. Após o término, prometiam que haveria 300 vagas para contratação imediata na gestão pública do DF , com remuneração inicial entre R$ 20 mil e R$ 30 mil. Para aderir ao “programa”, os estudantes davam entrada de R$ 2 mil.
As aulas, porém, nunca começavam. Eles alegavam que não havia gente suficiente para formar turmas. A polícia estima que a dupla tenha movimentado cerca de R$ 1,5 milhão nos últimos quatro a cinco meses. O delegado-chefe da Coordenação de Repressão a Crimes contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraudes (Corf), Jeferson Lisboa, explicou que Jurandir ainda tinha uma falsa identidade boliviana com o nome de Juan Pablo Pinheiro de Medeiros Júnior. Além da dupla presa, a polícia diz ter identificado outros dois suspeitos: um mora no litoral paulista e outro em Goiânia. A Polícia Civil vai representar pela prisão de ambos.

 Atuação

Segundo o delegado, as vítimas eram de diversas regiões do país, mas os mais afetados pela falsa revalidação eram moradores do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. No momento da prisão os criminosos se apresentaram como médicos aos policiais. Ao revistá-los, agentes encontraram 27 certificados de conclusão de curso, US$ 1,5 mil e R$ 1,5 mil. A maioria das vítimas eram médicos cirurgiões.

“Em depoimento, as vítimas contaram que quem faz o curso no exterior tem conhecimento da necessidade da revalidação do diploma no Brasil para exercer a profissão. Por isso, muitos já guardam o dinheiro ao longo do curso para o processo, pois não é barato. O que motivou as vítimas a procurarem esses suspeitos foi a promessa de emprego imediato como médico do GDF com salários altos”, explicou Lisboa.

Os envolvidos foram indiciados por estelionato, uso de documento falso e associação criminosa. Jurandir é natural de Caldas Novas e tem registro profissional da Ordem dos Advogados do Brasil de Goiás (OAB-GO). Por ser advogado, tem direito a ser transferido para a Sala de Estado Maior no 1º Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran). Já Jorge era natural de São Paulo, mas ambos moravam no Distrito Federal.

A Polícia Civil vai pedir à Justiça quebra de sigilo bancário dos criminosos e bloqueio de bens.
Como funciona de verdade
Por lei, as universidades públicas que oferecem o curso de medicina têm competência de validar qualquer diploma estrangeiro. Elas também podem aderir ao Revalida, que é um exame do Ministério da Educação (MEC). Para fazer a prova, é necessário um curso que custa entre R$ 50 mil e R$ 100 mil.

Confira as 10 empresas mais admiradas pelos jovens brasileiros
Google ficou em 1º lugar no ranking; em seguida estão Facebook e Natura.
Estudo foi realizado com mais de 1 mil entrevistados, no fim de 2014.

Do G1, em São Paulo

FACEBOOK
Mural do escritório do Google Brasil, em SP
(Foto: Amanda Demetrio/G1)
Empresas de tecnologia são as mais admiradas pelos jovens brasileiros, segundo pesquisa da comunidade de carreiras 99jobs.com. O Google lidera o ranking como a companhia mais citada pelos jovens ao serem questionados sobre companhias que devem proporcionar um ambiente de trabalho agradável.
O levantamento mostrou que o Google e oFacebook são as empresas mais lembradas, com 589 e 247 menções, respectivamente. Além delas, a Apple e a Microsoft também ocuparam posições de destaque, no quarto e quinto lugar, com 66 citações e 61 citações, respectivamente.
Confira abaixo as 10 empresas mais lembradas:
1) Google – 589 citações (58%)
2) Facebook – 247 citações (25%)
3) Natura – 91 citações (9%)
4) Apple – 66 citações (7%)
5) Microsoft – 61 citações (6%)
6) Unilever – 50 citações (5%)
7) Agências de publicidade – 48 citações (5%)
8) Petrobras – 36 citações (4%)
9) Itaú – 34 citações (3%)
10) Ambev – 33 citações (3%)
O estudo foi realizado com 1.007 entrevistados durante o período de 3 a 20 de outubro de 2014 e durante o processo, foi possível citar mais de uma companhia. No total, 3.021 citações foram computadas.
Portaria do MEC determina economia de recursos públicos a órgãos vinculados

·         Brasília

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso

Para Renato Janine Ribeiro,os recursos economizados serão investidos em educaçãoValter Campanato/Agência Brasil
Economizar água e energia transformou-se em política oficial do Ministério da Educação (MEC). Hoje (15), o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, assinou portaria determinando que tanto o MEC quanto autarquias, órgãos, fundações e empresas públicas vinculados à pasta integrem esforços para o uso racional dos recursos públicos.

“Temos de mudar a concepção e saber que os recursos economizados em despesas correntes são mais recursos para investir em educação”, disse Ribeiro, ao participar do Congresso Internacional de Gestão de Inovação da Educação no Setor Público (Cigisp), onde assinou o documento.

A portaria estabelece que os órgãos e entidades deverão adotar um modelo de gestão estruturado na implementação de ações voltadas para o uso racional de recursos, em consonância com programas já existentes no governo federal, como o Coleta Seletiva Solidária, que trata de reciclagem.
“Não se trata de uma medida de emergência, provisória, mas uma mudança de concepção, de acabar com qualquer tolerância com desperdício”, acrescentou Ribeiro.
Durante o Cigisp, foi apresentada a Coletânea Desafio da Sustentabilidade, formada a partir da consulta pública Desafio da Sustentabilidade, lançada ano passado para reunir sugestões capazes de economizar água e energia. Participaram as universidades e os institutos federais. As melhores soluções foram agrupadas na cartilha e premiadas nesta quarta-feira.
A portaria determina, ainda, que a coletânea deve ser utilizada na implementação de boas práticas pelos órgãos e entidades federais. A coletânea será disponibilizada na internet, com soluções como a utilização da energia solar e eólica. Cada uma é detalhada na instalação e manutenção.
A portaria será publicada nos próximos dias, em um contexto em que o MEC espera decisão da presidenta Dilma Rousseff sobre os cortes do Orçamento. Segundo Ribeiro, a pasta vai contribuir com o ajuste. “Diante do contexto de ajustes orçamentários, me chamou atenção a necessidade de fortalecer projetos de economia dos gastos que temos”, concluiu o ministro.

Deputados querem ajudar estados e municípios na aprovação de planos de educação
·         Brasília
Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli
Deputados federais querem atuar com estados e municípios para a aprovação dos planos estaduais e municipais de educação. Os planos locais, previstos no Plano Nacional de Educação (PNE), têm até o dia 24 de junho para estarem prontos. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), três estados – Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Maranhão – e 72 municípios sancionaram os planos.
O prazo, que termina em pouco mais de dois meses é primeiro estipulado pelo PNE. Os parlamentares lançaram hoje (15) a Frente Parlamentar em Defesa da Implementação do Plano Nacional de Educação e a primeira ação será a organização de seminários, dois nacionais e cinco em cada uma das regiões do país, para conscientizar gestores e a população da importância da aprovação dos planos.

“O PNE é uma das leis mais importantes votadas. Comparando com outros países, com certeza é vanguarda e aponta para uma transformação do Brasil em uma grande nação. Tem que sair do papel”, defende o presidente da frente, Pedro Francisco Uczai (PT/SC). “Para que saia do papel, é preciso o compromisso de todos os entes federados”.
O plano, sancionado no ano passado, após quatro ano de tramitação, traça metas para serem cumpridas nos próximos dez anos. As metas vão desde a inclusão de crianças e adolescentes na escola até a pós-graduação. Trata ainda da valorização do professor e do investimento em educação, que até 2024 deverá ser de, no mínimo, o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Atualmente o investimento na área é 6,6%.

De acordo com o site Planejando a Próxima Década – Alinhando os Planos de Educação, do MEC, apenas três estados, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Maranhão, estão com os planos aprovados. Paraná, Bahia e Alagoas são os mais atrasados, têm apenas a comissão para elaborar o plano estadual constituída. Os demais estados têm pelo menos o diagnóstico concluído.

Para constituir os planos, o MEC estipula fases. A primeira é a constituição de uma comissão coordenadora, depois, a elaboração de um diagnóstico da educação na localidade, a elaboração de um documento-base, consulta pública e elaboração de projeto de lei. O projeto é então enviado ao legislativo, aprovado e sancionado.

Entre os municípios, a maior parte está nas fases iniciais, 306 não têm sequer comissão coordenadora instituída; 2.246 instituíram a comissão e 1.752 concluíram apenas o diagnóstico. Os demais avançaram na elaboração do documento-base (829) até o envio dos projetos para as assembleias (77). Entre os municípios, 72 sancionaram os planos e três aprovaram a lei.

Para o MEC, o prazo pode ser cumprido. A pasta vai lançar na próxima semana uma campanha nos meios de comunicação alertando para o prazo. O secretário de Articulação com os Sistemas de Ensino do MEC, Arnóbio Marques, ressalta que a maior parte dos estados e dos municípios concluíram o diagnóstico. Segundo ele, a fase mais complicada.
“Praticamente todos os municípios têm pelo menos uma comissão trabalhando no plano e mais de 3 mil têm o diagnóstico. Pode ser que alguns não cumpram com o prazo exato, do dia 24, mas acho que a tendência é ter praticamente todos os municípios com o plano”, diz.
De acordo com Marques, o MEC oferece assistência para a elaboração dos planos, disponibilizando um representante para cada 25 cidades. Mais informações estão disponíveis no site do PNE.

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