
Ex-presidentes são homenageados na festa dos 20 anos
A Federação Nacional das Escolas Particulares comemorou no último dia 10, em Brasília, seus 20 anos de fundação. A solenidade contou com a presença de toda a diretoria, ocasião em que foram homenageados todos os ex-presidentes. O evento também celebrou os 40 anos do Sindicato das Escolas Particulares do Distrito Federal, entidade filiada à Fenep.
Com cerca de 37.300 escolas e com mais de 11 milhões de alunos, a Fenep chega ao seu vigésimo aniversário com excelentes serviços prestados à educação brasileira. A entidade surgiu de um encontro realizado no dia 12 de setembro de 1989, na sede do Sindicato das Escolas Particulares do Distrito Federal, quando alguns educadores idealizaram a criação de uma entidade que pudesse defender o interesse da categoria no âmbito nacional.
A Fenep congrega sindicatos da categoria econômica, representando hoje 1,5% do PIB Nacional, ou seja, 13% dos alunos do ensino básico e 72% do ensino superior do país. O setor privado de educação responde por 1,27% do total de empregos na economia brasileira, com cerca de 1.200.000 trabalhadores. Além da forte participação econômica no cenário nacional, a Fenep tem grande representatividade política e presta relevantes serviços na área administrativa.
Nos dias 3 e 4 de outubro de 1989, representantes dos estados do Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e São Paulo realizaram uma assembléia geral na capital paulista onde votaram os estatutos sociais da nova entidade e elegeram a primeira diretoria. Nascia, assim, em meio a uma política econômica de inflação alta, mistura de congelamentos de preços, pesadas exigências trabalhistas e exacerbado populismo governamental, a Federação Interestadual das Escolas Particulares, tendo à frente o professor Jaime Martins Sveiter. Passados 15 anos, o alcance e a importância que a entidade assumiu foram maiores até mesmo do que o sonho de seus idealizadores, por mais grandioso que fosse.
Ao presidir a solenidade comemorativa aos 20 anos, o atual presidente da Fenep, José Augusto de Mattos Lourenço, afirmou: "somos um setor estratégico, porém ainda discriminado pela intransigência de setores governamentais. Pagamos uma excessiva carga tributária, que chega a 46,33%, incluindo pagamento de salários e contribuições sociais. Além disso, convivemos com uma inadimplência muito alta, graças à famigerada Lei 9.870, a chamada "Lei do Calote", pois somos o único setor da economia nacional que presta serviços e corre o risco de não receber por eles".
Durante as comemorações, foram homenageados todos os ex-presidentes especialmente convidados: Jaime Martins Zveiter – 1989 a 1991: José ZInder da Silva, por três mandatos, de 1991 a 1993; 1997 a 1999 e de 1999 a 2001; Oswaldo Luiz Saenger, de 1993 a 1995: Nelson Piôto D’Ávila, de 1995 a 1997; Claudio Tricate, de 2001 a 2003 e o saudoso José Antonio Teixeira, que nos deixou recentemente, de 2003 a 2005 e de 2005 a 2007. Na oportunidade, foi representado pelo presidente do Sinepe-Rio, Flexa Ribeiro.
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