Uma visão da escola particular brasileira sobre o Pisa 2018

Mais importante que observar a média obtida em cada área avaliada no Programme for International Student Assessment – PISA é verificar o nível de proficiência que os alunos alcançaram, assim poderemos entender os processos educacionais que estão sendo empregados e as políticas públicas que estão estabelecidas. A escola da livre iniciativa vai bem e ela quer melhorar. O olhar sob a perspectiva nacional é muito importante, mas mais importante é olhar para o mundo e verificar como a escola particular se posiciona.

Em Leitura ocupamos a 11ª posição no ranking dos países participantes, estando muito próximo dos países considerados de melhor educação no mundo. Apesar de ocupar a 39ª posição no ranking em Matemática, verifica-se que estamos melhores que todos os países das Américas e bem próximos dos Estados Unidos. Já em Ciências, ocupamos a 24ª posição à frente de países como a Suíça, França, Portugal, Dinamarca, Espanha e muito próximos da Irlanda, Suécia e Bélgica.

Vale lembrar que participaram do PISA 2018 os países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), além de países com economias parceiras, totalizando 79 nações. No Brasil, escolas dos 27 estados da Federação marcaram presença, totalizando 10.691 estudantes participantes, sendo que 15,6% destes jovens são da escola particular.

Estes resultados mostram que a rede particular faz uma educação a nível de primeiro mundo, temos a solução dentro de nosso país e a sociedade já reconhece essa competência.

É preciso parar de buscar culpados, não adianta os ministros da educação dizerem que o resultado é um “DESASTRE” e de um monte de especialistas participarem de mesas redondas, programas de televisão e rádio, palestras em congressos, seminários e outros, onde todos apontam somente os erros e não apresentam soluções para o problema.

Os poderes públicos de todos os níveis, os institutos com finalidades educacionais devem reconhecer o desempenho da escola particular. Este resultado não ocorreu somente em 2018, ele já vem ocorrendo em outras edições.

A escola da livre iniciativa procura melhorar de forma continua e entende que pode levar sua contribuição para a escola pública e, consequentemente, a todos os cidadãos brasileiros. Por isso, a Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP) e os Sindicatos dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (SINEPEs) firmaram uma parceria com a OCDE e a CESGRANRIO para que em maio de 2020 seja realizado o PISA-S nas escolas particulares brasileiras. Dessa forma, a nossa rede de ensino privada poderá utilizar os diversos relatórios produzidos pelo exame como ferramenta de melhora dos processos de aprendizado, de gestão e de políticas profissionais.

A Escola Particular, que desonera o estado brasileiro, é uma solução rápida para mudar os destinos do Brasil.

*Antônio Eugênio Cunha é ex-presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) (2015 a 2017) e membro do Conselho de Representantes da Fenep


Publicado no Estadão: https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/uma-visao-da-escola-particular-brasileira-sobre-o-pisa-2018/


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