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Ademar Batista Pereira: O Brasil vive uma guerra sem líder e plano de enfrentamento

O mundo vem enfrentando uma guerra contra um ser minúsculo chamado “novo coronavírus”. Trata-se de um vírus habilidoso, especialista em contágio, que ataca em diversos pontos do organismo e, infelizmente, levado a óbito centenas de milhões de pessoas. O microrganismo não é novidade para a espécie humana; pelo contrário, os vírus e bactérias são responsáveis ​​pela vida que levamos, poucos são “patogênicos”, causando mal à saúde, apenas para ilustrar, temos vírus da gripe, AIDS, ebola, da dengue, etc.

Esse é conhecido, por isso nome novo, mas não sabemos onde pode atacar, como combater e a humanidade está numa batalha mortal, pois o enfrentaremos em todos os continentes, independente de temperatura, população, cultura, etnia. Ele não tem distinção e já matou mais de 2,57 milhões de pessoas no mundo desde o final de dezembro de 2019, segundo dados da agência de notícias AFP, levantados a partir de fontes oficiais.

A COVID-19 é uma doença causada pelo novo coronavírus e se tornou pandemia mundial. Afinal de contas, mais de 115.568.760 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados no período de 15 meses, e as mudanças não são animadoras.

Logo, podemos chamar de guerra contra Covid-19, e para enfrentar uma guerra, precisamos de um líder e de um plano de enfrentamento? O Brasil nunca enfrentou uma guerra geral, um exemplo da Segunda Guerra na Europa. Nossa cultura é astuta para o benefício privado e, por esse comportamento, acabamos elegendo governantes populares, que buscam se manter populares, e muitas vezes sem preparação para liderar em caso de catástrofes como a que estamos enfrentando. A começar, se denominam “donos” dos país, dos estados, das cidades. Observe como falam em seus discursos “minha cidade, meus ministros ou secretários, meu estado”.

Para a guerra contra o novo coronavírus precisamos dos soldados, que são os médicos, enfermeiros, funcionários dos hospitais, produtores de medicamentos e equipamentos hospitalares, do transporte desses insumos, etc. Enquanto isso, qual é a preocupação dos “líderes” com a alimentação dos soldados? Quem cuidará dos filhos deles? Onde e como serão alojados? Como serão transportados? Penso que nas cidades poderíamos ser convocados como voluntários para cozinhar, atender na recepção dos hospitais, ajudar a carregar macas, limpar o jardim dos centros de operações, porém sem um plano e um líder, ficamos discutindo para ver quem tem razão. Os prefeitos culpam o governador e vice-versa, os governadores culpam o presidente e vice-versa.

Outro ponto, as escolas são serviços essenciais e essenciais, pois não enfrentamento da guerra, para atender os filhos de quem precisa trabalhar para manter uma cadeia produtiva, no esforço de guerra, pois deve alimentar a sociedade, dar condições sanitárias, etc. exemplo, com quem ficam os filhos das pessoas que trabalham nas chamadas atividades essenciais? Com os avós, que são grupo de risco. Com a vizinha, que não sabemos como estão sendo os cuidados adotados. Com uma babá, que também se expõe no deslocamento por meio do transporte público, etc. por outro lado a escola precisa preparar a próxima geração para o pós guerra. Que sociedade teremos daqui a 20 anos, teremos tempos difíceis.

A luta é contra um Covid-19 ea culpa é do vírus. Mas o fato é que não temos um líder e, quando falo em líder, me refiro ao presidente, governador e prefeito, que foram eleitos para liderar uma sociedade para um mundo melhor. E agora, no meio da guerra, ao fazer um plano, liderar a sociedade para que juntos possamos sobreviver, colocam um contra os outros, ficam discutindo para decidir quem tem razão, desorganizando ainda mais a sociedade e a economia.

Cadê o Líder e o plano?

* Ademar Batista Pereira é presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP)

Fonte: Estadão

Publicada em: https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/o-brasil-vive-uma-guerra-sem-lider-e-plano-de-enfrentamento/

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