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Avaliação da OCDE deve ser feita com estudantes brasileiros em 2024

O órgão ainda aguarda a oficialização do Ministério da Educação (MEC) para aplicação em crianças de 5 anos

O Brasil deve participar de mais uma grande avaliação mundial da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A International Early Learning and Child Well-being Study (IELS) será aplicada para crianças de 5 anos, por meio de testes de Linguagens e Matemática, além de coletar informações de pais e professores. A OCDE, que também é responsável pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), aguarda a oficialização do Ministério da Educação (MEC).

Diversas fundações privadas se organizaram financeiramente e assumiram parte dos valores para que os testes sejam realizados em 2024. Segundo o professor Ademar Batista, diretor do SINEPE/PR e ex-presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP), este novo processo de avaliação pretende mostrar o desenvolvimento das crianças na primeira infância e comparar os resultados com os diversos países e redes de ensino. “A avaliação realizada pela OCDE é muito profissional e pode ser uma ótima ferramenta de evolução da aprendizagem. O importante é que os resultados estimulem melhorias, não apenas críticas”, avalia.

PISA

As escolas brasileiras públicas e privadas já participam do PISA. O Programa é um estudo realizado a cada três anos pela OCDE que registra o desempenho de estudantes na faixa dos 15 anos e faz um comparativo com diversos países.

O último diagnóstico foi aplicado no ano passado. O principal domínio avaliado foi em Matemática, mas os estudantes também foram testados em Leitura, Ciências, Letramento Financeiro e Pensamento Criativo. Na oportunidade foram aplicados questionários aos pais dos alunos, professores e diretores da escola para captar informações sobre o ambiente familiar e escolar dos jovens, além de experiências de aprendizagem. A previsão é que os resultados sejam divulgados em dezembro deste ano, de acordo com o calendário da OCDE. Os números vão produzir indicadores para serem usados pelos governos dos países participantes como instrumento de trabalho para melhorias nas políticas educativas.

Os resultados mais recentes foram divulgados  em 2018 e revelaram um baixo desempenho dos estudantes brasileiros da rede pública em Leitura, Matemática e Ciências, obtendo a seguinte classificação 65º, 75º e 71ª colocações, respectivamente. Por outro lado, os alunos da rede privada estão mais bem posicionados no ranking. Em Leitura, ocupam o 11º lugar; em Matemática, 39º e em Ciências, ocupam a 23ª colocação..

A separação de resultados entre escolas particulares e públicas, segundo o diretor do SINEPE/PR, Ademar Batista, auxilia na comparação de dois desempenhos da mesma realidade. “Geralmente, a escola privada consegue resultados equiparados aos países de primeiro mundo. São instituições mantidas com dinheiro privado e com as mesmas condições de formação de professores, apesar das dificuldades administrativas diversas. O ideal é que Estados e municípios brasileiros ajudem a melhorar a educação pública com a expertise das escolas particulares”, avalia o diretor.

Os preparativos para aplicação do IELS devem se estender por todo ano de 2023 e a FENEP manterá seus associados informados sobre a avaliação e sobre como as instituições de ensino podem se preparar.

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