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Combate à fake news é tema de novo episódio do podcast da FENEP

Conteúdo pode ser acessado no Spotify, Deezer ou Apple Podcasts

Está no ar o sétimo episódio da série de podcasts da Fenep ‘Educação Muda o Mundo’. O programa discute um tema que há alguns anos é um problema no Brasil: a divulgação e o compartilhamento de notícias falsas, as chamadas fake news. O episódio traz reflexões sobre o tema e dicas de como a escola pode ajudar no combate às informações falsas. Participam do bate-papo o jornalista, professor, escritor e especialista em educomunicação, Bruno Ferreira, e o vice-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Distrito Federal (SINEPE/DF) e diretor da Escola Casa de Brinquedos, Marcos Scussel. A mediação é do jornalista Pedro Pereira. O conteúdo pode ser acessado no SpotifyDeezer ou Apple Podcasts.

Os especialistas defendem que é papel da escola atuar no combate às fake news e esse trabalho pode ser feito desde os primeiros anos do Ensino Fundamental. O dirigente do SINEPE/DF lembra que as fake news sempre existiram, mas agora se intensificaram com o ambiente digital. Para Scussel, o assunto não pode ser um complemento curricular, somente um projeto ou uma palestra específica, mas deve ser abordado de forma contínua, de modo que atinja também as famílias. “Não podemos deixar de lado essa formação crítica e integral do ser humano”, destaca. Para ele, um ponto importante nesse trabalho é o incentivo à leitura: “crianças e jovens quando não leem não conseguem fazer uma leitura crítica dos fatos”, argumenta.

“Qualquer professor quando pede um levantamento de informações para os alunos buscarem na internet deve orientar sobre como encontrar esses dados sem determinar qual fonte buscar. A orientação é no sentido de como comparar as fontes de informação, saber identificar quando são precisas ou não. Existem protocolos e fórmulas que podem ajudar os alunos a trabalhar o letramento informacional do estudante em sala de aula”, explica Ferreira que é assessor pedagógico do Educamídia, programa de educação midiática do Instituto Palavra Aberta. A iniciativa foi criada para capacitar professores e instituições de ensino para que forneçam suporte e ferramentas para que crianças e jovens desenvolvam as habilidades necessárias para consumir informação de forma segura e responsável. Através do site, estão disponíveis ferramentas gratuitas como planos de aula, recursos digitais e também são promovidos cursos de formação para auxiliar os educadores nesse trabalho.

No bate-papo, Ferreira comenta, também, sobre a importância da alfabetização digital nas escolas. “O que é isso? É entender a complexidade das linguagens e a forma como nos relacionamos com a informação. Como os alunos estão se informando hoje? Só pelo tiktok? Não precisamos julgar se é bom ou ruim, mas o jovem precisa entender sobre a importância de diversificar as suas fontes de informação”, defende. Ele acredita que a educação pode se inspirar no jornalismo para desenvolver metodologias e estratégias baseadas em investigação. Desta forma, os estudantes podem aprender como jornalistas a terem uma noção mais critica sobre a informação que consomem. “A escola precisa ajudar os estudantes a perceberem que existe intencionalidade por trás de um fato ou situação que é apresentado”, defende Scussel.

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