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Diretoria da FENEP reforça importância de divulgação das matrizes do Novo Ensino Médio

Pedro Flexa, diretor da FENEP, diz ser fundamental que o país amadureça políticas de Estado acima das alternâncias de governo

É inegável que a educação é um dos principais desafios do Brasil. Os impactos da pandemia potencializaram a necessidade de uma atenção maior ao setor responsável também por capacitar a população. Em paralelo a isso, está a implementação do Novo Ensino Médio, que está sendo feita de forma gradual e iniciou este ano, pelo 1º ano do Ensino Médio. Os diversos desafios para 2023 permeiam as discussões entre especialistas da Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP). 

O propósito da reforma estrutural do ensino médio é aproximar os alunos das transformações do mercado de trabalho, facilitando a formação de adultos preparados para uma nova realidade, repleta de inovação, com a exigência de uma mentalidade mais dinâmica. O novo currículo é estabelecido por 4 áreas de conhecimento e 1 de formação Técnica e Profissional. Dentre as principais mudanças estão também o aumento da carga horária e a escolha dos itinerários formativos por parte do aluno.

A formação geral básica, estabelecida pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), compõem as disciplinas obrigatórias, ocupando 60% do total de horas letivas nos 3 anos de formação. Os outros 40% do currículo são escolhidos pelo estudante, a depender dos interesses de carreira. 

Na visão do professor Pedro Flexa, um dos diretores da FENEP, o novo formato condiz com uma geração livre que tem acesso a todo conhecimento. “A Reforma torna a escola brasileira mais contemporânea e, para esses tempos, aprender a fazer escolhas é crucial, sendo a escola o melhor ambiente para se exercitar as primeiras escolhas”, disse. 

Diante das novas regras, a realidade agora é que uma vez instalada a primeira série que inaugura o Novo Ensino Médio, escolas encaram o desafio de planejar a segunda série de 2023, bem como outros desafios relacionados a materiais didáticos, preparação de professores e a dinâmica de cada escola. “A convocação do Novo Ensino Médio é transdisciplinar e o professor precisa do amparo das escolas para corresponder ao que passa a ser esperado dele. Além disso, há uma questão de viabilidade econômica e financeira de cada estabelecimento de ensino, sendo pouco provável que algumas escolas consigam oferecer mais de três itinerários aos seus estudantes, bem como todo material específico para cada itinerário”, pontuou o diretor. 

ENEM 

Os critérios para o processo de ingresso ao nível superior são determinantes para as práticas escolares. Nesse sentido, especialistas consideram de suma importância que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) divulgue as matrizes para o ENEM 2024. Isso é fundamental para que as escolas possam planejar carga horária e organizar o calendário para 2023. “Como já estamos praticamente em novembro, isso chegará tarde, mas ainda assim, quanto antes chegar melhor. É importante que o INEP divulgue as matrizes, sobretudo, as da segunda fase do ENEM”, disse o diretor Pedro Flexa. 

A diversidade curricular é um importante atributo de qualidade dos sistemas de ensino. Convém que cada família e cada estudante possa discernir o tipo de escolaridade que mais convém. Por isso, para o professor Pedro Flexa, é importante que o país amadureça políticas de Estado, acima das alternâncias de governo. “O Brasil tem definida sua base nacional curricular e é um patrimônio, algo a ser preservado e aperfeiçoado, temos um sistema de avaliação em larga escala. O que temos que fazer é cuidar de aperfeiçoamentos para evitar reviravoltas e surpresas”, concluiu.

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