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Em 2023, escolas devem estimular autonomia e utilizar tecnológicas adquiridas durante a pandemia

O presidente da FENEP, Bruno Eizerik, aponta expectativas para o ano que começa

Janeiro é o mês de férias escolares, período fundamental para que crianças e jovens descansem para a nova temporada de aprendizados. Enquanto os alunos ainda estão de férias, professores e gestores educacionais aos poucos voltam das merecidas férias e começam os preparativos e as reuniões pedagógicas para iniciar as atividades. 

Cada estado tem um calendário escolar específico. No Distrito Federal, por exemplo, a maioria dos colégios particulares recebe os alunos a partir de 13 de fevereiro, enquanto, na rede pública, o retorno às atividades será no dia seguinte. Já em São Paulo, capital, a volta às aulas está marcada para 3 de fevereiro na rede pública estadual, mesma data de várias das instituições privadas. E no Rio Grande do Sul, deve ocorrer somente em meados de fevereiro.

Segundo o presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP), Bruno Eizerik, a pandemia da Covid-19 é um problema superado nas escolas particulares e tudo indica a volta à normalidade este ano. Um “novo normal”, é verdade. O período trouxe muitos aprendizados e daqui por diante é imprescindível aproveitar as ferramentas de ensino-aprendizagem implementadas de forma emergencial durante a pandemia e que podem passar a fazer parte do dia-a-dia das escolas

“A pandemia acelerou muitas coisas. Em outros tempos, jamais falaríamos em ensino remoto para crianças, por exemplo. O ano de 2021 pode ser considerado o de volta às aulas. Em 2022, ainda estávamos aprendendo sobre os efeitos da pandemia e recuperando aprendizagens. Já 2023 deve ser o ano em que as coisas vão estar mais organizadas, pois já tivemos experiências de aprendizagem que funcionaram”, explica Eizerik. E acrescenta: “as escolas particulares estão atentas às novidades e tecnologias, que devem ser meio e não um fim em si mesmas”. 

Desafios em 2023

O mercado de trabalho exige cada vez mais dos jovens, o que também impulsiona mudanças nas metodologia de ensino, visando uma formação mais completa com o desenvolvimento de habilidades que vão além dos conteúdos programáticos, as chamadas soft skills, ou habilidades socioemocionais. Por isso, algumas questões, segundo o presidente Bruno, precisam ser reorganizadas. 

“O professor continua sendo insubstituível, não mais como fonte única do conhecimento, mas sim, agora, como um guia, como uma espécie de tutor entre o aluno e quantidade quase infinita de informações que estão ao seu alcance “, aponta. De acordo com o presidente, em 2023 as escolas devem investir no protagonismo do estudante que, diferentemente do que ocorria até então, tem acesso às informações de forma ainda mais rápida e prática.

Esta quantidade de informação, sem a devida curadoria, acaba propiciando a criação de fake news . De acordo com o relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 67% dos estudantes não conseguem diferenciar fatos de opiniões. Em um contexto com excesso de informações e cheio de fakenews, o dado é preocupante, mas, ao mesmo tempo, estimula novas formas de ensinar. “Alunos chegam à sala de aula com muito mais informação do que chegavam em outros tempos e as escolas têm que aprender a gerenciar esse novo momento. Se combate a fake news com conhecimento e esta é uma função importante que a escola precisa desempenhar”  

As escolas particulares, de acordo com o presidente da Federação, estão se preparando para as novas necessidades e vão receber os alunos com novidades e disposição para que 2023 seja um excelente ano letivo. Um bom exemplo é a adaptação ao Novo Ensino Médio, que em 2023 terá a implementação do segundo ano. A aplicação completa do novo modelo termina em 2024. 

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