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FENEP faz consulta ao MEC sobre os itinerários formativos e o novo Enem

Com o objetivo de buscar esclarecimentos sobre os conteúdos e as habilidades a serem desenvolvidos em cada itinerário formativo do novo Ensino Médio e o que será cobrado no Enem, a FENEP encaminhou um ofício ao MEC. O documento reúne as principais dúvidas das escolas particulares de todo o país, recebidas por meio dos Sindicatos filiado, a partir da publicação dos “Parâmetros de atualização do Exame Nacional do Ensino Médio”.

O entendimento da Federação é de que mesmo na segunda fase do exame, a investigação do domínio das competências e habilidades estabelecidas deve se ater ao previsto na BNCC e ao que todo e qualquer estudante brasileiro precisa saber. Itinerários Formativos e eventuais trilhas de aprofundamentos não devem ser confundidos com uma iniciação prévia ou com o ciclo básico de qualquer graduação.

No ofício ao MEC, a Federação salienta que a preocupação do setor é de que venham a ser cobradas habilidades e competências que extrapolem o previsto na BNCC.  No entendimento da FENEP, “largas fatias dos “conteúdos” convencionais não cabem nem na Formação Geral Básica nem em Itinerários Formativos: a rigor, é para os cursos de graduação que eles deveriam ser endereçados. “Não faz sentido sobrecarregar o processo de ingresso com a antecipação de exigências prematuras e descabidas”, pontua o documento.

Uma vez instalada a primeira série que inaugura o Novo Ensino Médio, escolas de todo o país se veem agora diante do desafio de planejar a segunda série de 2023. “Para o discernimento a ser feito por cada escola, seria importante a publicação das matrizes do novo exame e definição detalhada das habilidades e competências que serão cobradas em cada bloco do ENEM”, salienta o ofício.

Na ausência da matriz oficial do ENEM, e considerando as orientações a serem dadas às instituições que procuram a FENEP, a Federação fez, no documento, uma análise interpretativa sobre a correspondência entre Itinerários Integrados por Áreas do Conhecimento e Áreas relacionadas à Profissões / Carreiras de nível superior, para validação do MEC e apresenta uma sugestão de alteração na correlação entre Blocos e carreiras.  “A consulta feita ao MEC tem como propósito nos certificarmos em que medida a nossa percepção converge com o pretendido por aquele Ministério”, salienta o diretor da FENEP e coordenador do Colégio de Assessores Pedagógicos do Ensino Privado (CAPEP), Pedro Flexa, que assina o documento.

Flexa destaca que cabe registrar o reconhecimento da Federação sobre os encaminhamentos já feitos, tanto pelo CNE como pelo MEC. “De fato, após décadas de currículo unificado e padronizado, atingimos um momento histórico em que o Brasil passará a oferecer ao estudante o direito de escolher. Essa providência era mesmo inadiável: qualquer outro encaminhamento seria anacronismo insustentável na medida em que estamos quase a fechar o primeiro quarto do século XXI. Uma vez dado esse importante passo, convém assegurar que as próximas etapas da consolidação do Exame evoluam de modo a induzir a instalação de itinerários adequados ao estudante do Ensino Médio”, salienta o dirigente.

Clique aqui e acesse o ofício na íntegra.

Clique aqui e confira a análise feita pelo CAPEP sobre o assunto.

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