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Instituições precisam identificar seu propósito e investir em influência para ganhar espaço no ambiente digital

Tema foi discutido por especialistas em marketing digital em painel no VII Congresso de Educação da FENEP

A importância do propósito e da influência nas estratégias de marketing de uma instituição de ensino foi abordada no VII Congresso de Educação da FENEP, no dia 01 de julho. Com o tema ‘Propósito + Influência + Eficiência = Escolas feitas para durar!’, o painel contou com a participação do Fundador da Non Stop – maior agência de influenciadores digitais da América Latina, Alex Monteiro e do especialista em Marketing Digital e Sócio da Actfly, Claudio Sampaio. A mediação foi feita pelo sócio diretor do Grupo Educacional Mopi e Vice-Diretor Adjunto Administrativo do SINEPE Rio, Vinicius Canedo.

Clique aqui e assista ao painel na íntegra.

Ao iniciar sua fala, Sampaio definiu propósito como a união entre o que o mundo precisa, o que a instituição é boa e o que ama fazer. Para ele, ter um propósito é vital para uma organização, pois é o que garantirá a sua longevidade e será uma bússola para os momentos difíceis. “Além disso, é um guia que alinhará os defensores a sua marca em possíveis crises”, salientou. Mas, segundo o especialista, isso só vai acontecer se o propósito estiver baseado na verdade. “Não adianta assumir algo que as pessoas não acreditam”. Para Sampaio, as escolas já possuem um propósito muito claro, o que falta é comunicá-lo aos seus públicos.

Ao explicar sobre como fazer um marketing de propósito na prática, Sampaio disse que não existe receita pronta, mas é possível seguir algumas dicas, como respeitar a identidade da instituição e não ser tímido – é preciso se expor no ambiente digital. Buscar conhecimento ou auxílio junto a profissionais sobre como trabalhar com os dados e engajar a comunidade é outro ponto importante. “Com um propósito verdadeiro fica mais simples impactar e influenciar”, ressaltou. Outra dica do palestrante é conquistar defensores da marca, que ajudam a mobilizar, engajar e até mesmo defender a instituição em momentos de crise. “E, por fim, ajude a fazer um mundo melhor, está todo mundo olhando o que você faz”, destacou.

O especialista em marketing de influência, Alex Monteiro, trouxe dicas de como as escolas podem ser influentes no ambiente digital. O primeiro ponto que ele esclareceu é a diferença entre a influência e o influenciador. “Com o crescimento do digital, foram criados cursos ensinando algoritmos para ser influente. Isso é ser influenciador e não influente.  Influenciador é profissão, é como ser um advogado, por exemplo. Na educação, precisamos ser influentes, e não influenciadores. O conteúdo não pode partir do algoritmo, mas, sim, da gente”, explicou.

Ao trazer dicas de como as escolas podem trabalhar para serem influentes no digital, ele ressaltou que não acredita em fórmulas. “Quando falamos em redes sociais falamos sobre pessoas, e por isso não existem fórmulas, mas sim processos”. Monteiro trouxe alguns pontos que ele acredita ser fundamentais nesse trabalho, como: saber quem a empresa ou a pessoa é, sua identidade; ter um propósito muito definido; ter autenticidade, ou seja, colocar em prática essa verdade; saber das habilidades e das limitações; e por fim, a consistência. “Não precisamos ser produtores de conteúdo, mas mostrar o que fazemos, como documentar como é o dia a dia, o trabalho dos professores relacionado ao propósito da instituição”, sugeriu.

Outro ponto destacado pelo especialista é a autoridade que, na opinião dele, é essencial para dar influência. “Não estamos falando da autoridade de títulos, mas sim a autoridade carismática, aquela que conquista, que promove a confiança. E fazemos isso gerando valor para a audiência, ou seja, transmitindo conteúdo que se domina”, pontuou. Ele acredita que o contexto também precisa ser considerado. “Preciso fazer uma comunicação voltada para que o outro entenda, na linguagem do meu público. Além disso, estar na rede em que meu público está”, destacou.

Monteiro finalizou sua fala lembrando da importância do conhecimento: “não basta só boa intenção, precisamos do conteúdo. E a escola tem o conhecimento, só precisa evoluir colocando no digital. Rede social e influência é trabalhar com gente, e isso a educação sabe fazer”, lembrou.

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