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Novo Ensino Médio e programas de avaliação nacional são temas da 9ª Assembleia Geral do Conselho de Representantes da FENEP

Reunião aconteceu na última sexta-feira (21/10) e contou com discussões sobre o futuro político e educacional do Brasil

Diretores e representantes de Sindicatos filiados da Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP) participaram da 9ª Assembleia Geral do Conselho de Representantes de 2022, na última sexta-feira (21/10), na sede do SINEPE/RJ, em Niterói. A reunião trouxe pautas importantes para o biênio 2021-2023, como as missões internacionais. 

Em Maio de 2023, a FENEP vai promover a Missão Educacional para Israel. O programa prevê visitas aos centros referência em formação de professores e de tecnologia aplicada à educação, além de escolas com projetos pedagógicos inovadores e renomadas universidades. Os participantes vão conhecer como é a metodologia desenvolvida para ensino da língua inglesa, adotado em todas as escolas do país. Além disso, as missões para Estônia e Finlândia, entre 17 e 27 de setembro de 2023, estão confirmadas. Serão 15 agendas presenciais nos dois países, nas áreas de Educação Digital, Métodos Pedagógicos, Liderança de Professores e Estratégias. Para saber mais sobre as vagas disponíveis, basta acessar https://estoniahub.com.br/missao-fenep/.

O Novo Ensino Médio também foi tema da reunião que aconteceu de forma presencial e híbrida. “As escolas precisam começar a se preparar para trabalhar os itinerários formativos de 2023. Neste ano, foram trabalhadas as bases comuns e projetos de vida” explicou o professor Bruno Eizerik, presidente da FENEP. 

Cursos de Direito em EAD, além da abertura de cursos de medicina, também foram pautas da Assembleia que ainda aguarda posicionamentos do Ministério da Educação (MEC). A justiça tem concedido liminares autorizando a abertura de novos cursos de Medicina em instituições de ensino superior. A FENEP entende que a atual legislação favorece somente os grandes grupos de instituições de ensino superior e almeja que se reconheça a inconstitucionalidade da estatização dos Cursos de Medicina, promovida pela Lei nº 12.871/2013, conhecida como Lei do “Mais Médicos”.

Em relação ao Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), que tem o objetivo de produzir indicadores que possam servir de instrumentos de trabalho na definição e no refinamento de políticas educativas, representantes da FENEP estudam possibilidades de se promover um exame com novas formas de avaliação. O mesmo acontece para o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que é aplicado a cada dois anos em todas as escolas da rede pública mas, nas escolas particulares, é aplicado por amostragem. Na visão do presidente Bruno Eizerik, da forma como acontece atualmente, não é possível comparar resultados e isso é uma preocupação do setor. 

O futuro do Ensino Superior foi um tema que levantou preocupações dos representantes, já que o formato EAD tem se popularizado e isso exige mais investimentos em qualificação, pois a tendência é de um futuro cada vez mais híbrido. Preocupações semelhantes permeiam representantes tanto em relação ao Ensino Superior quanto ao Ensino Técnico. “O MEC abriu possibilidade de Instituições de Ensino Superior oferecerem cursos técnicos, mas ainda é preciso regulamentar para que não haja nenhum tipo de competição desigual”, disse o presidente da FENEP.

O evento também contou com a participação da vice-presidente da FENEP, Amábile Pacios, que levantou temas como o cenário político para 2023, o EducBank e o Comitê de Governança do ENEM, no INEP. Também foram promovidas prestações de contas e explorados assuntos jurídicos.  

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