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Podcast #12: mudanças na educação com a chegada do 5G e do metaverso

Pesquisadora Ligia Zotini acredita que é preciso também apostar no desenvolvimento humano para acompanhar novos modelos educacionais

Ensinar e aprender no metaverso pode parecer algo muito distante, mas o dia-a-dia já mostra situações bem semelhantes. Para contribuir com a experiência, a quinta geração de redes móveis (5G) no Brasil impulsiona grandes evoluções em conectividade. O 12º episódio do podcast da Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP) “Educação Muda o Mundo” revela as mudanças que são esperadas na educação com a chegada do avanço da conectividade no País. 

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2021, 90% dos lares brasileiros tinham acesso à internet, o que mostra que quase toda a população do Brasil já tem contato com as transformações que o acesso à rede pode gerar. No ano passado, foi a vez da 5G estrear no país e Brasília foi a primeira cidade a receber a nova tecnologia.

As instituições de ensino devem se reinventar para integrar a conectividade às atividades escolares, afinal as crianças e os jovens têm acesso à internet cada vez mais cedo, e as escolas precisam estar atentas para atender às demandas do novo perfil de estudante. Uma das consequências são alunos mais críticos e dinâmicos.

A pesquisadora, pensadora do futuro e fundadora do Voicers, Ligia Zotini Mazurkiewicz, foi a entrevistada do 12º episódio do podcast da FENEP e pautou sua análise no fato de que a tecnologia no ensino deve ser bem planejada com o objetivo de oferecer uma formação integral aos estudantes. Com a chegada do 5G, surgem as expectativas de melhorias na aplicação de realidade virtual, realidade aumentada e na internet das coisas (IoT).

“Professores precisam se reinventar, seremos orquestradores de jornadas imersivas de educação”, analisa. Para ela, a educação vai estar cada vez mais conectada com o desenvolvimento humano e cada vez menos com o conhecimento reproduzido. Por isso, Ligia Zotini explica que, para acompanhar as mudanças, é preciso ir além da técnica. “A pergunta que precisa ser feita por educadores é: como você está impactando quem você educa?”, completa.

Com  a evolução tecnológica, pesquisas apontam que 65% das crianças terão empregos que ainda não existem. E, no processo de promover as mudanças necessárias nos formatos de ensino tradicionais, segundo a pesquisadora, é preciso, ainda, pensar em avaliações que sejam multidisciplinares e envolvam projetos. Para ela, não faz mais sentido não deixar alunos consultarem materiais para fazer uma prova, por exemplo, e “é preciso desmistificar”.

As tecnologias existem para aprimorar e inventar profissões. Na opinião da entrevistada, a curva digital que aconteceu nas escolas não aconteceu da mesma maneira com os profissionais “que não têm culpa, pois foram muitos anos sendo treinados para salas de aulas físicas”. Além disso, o ensino híbrido, que permite que o aluno aprenda por meio do ambiente online, na visão da pesquisadora, precisa ser uma ferramenta de ensino e não uma substituição.

A conversa foi conduzida pelo jornalista Eduardo Wolf. Este e todos os outros episódios do Podcast “Educação Muda o Mundo” podem ser acessados no Spotify,  Deezer ou Apple Podcasts

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