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Presidente da FENEP participa de audiência pública sobre novo Ensino Médio

Na quinta-feira (18/05), o presidente da FENEP, Bruno Eizerik, participou de audiência pública na Câmara dos Deputados, que abordou o acompanhamento e a implementação do Novo Ensino Médio e do programa Itinerários Formativos. Proposto pelo deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE), o encontro contou também com a participação da Diretora de Políticas e Diretrizes da Educação Básica da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, Myrian Caldeira Sartori, a Diretora de Currículo, Inovação e Tecnologias Educacionais da Superintendência de Políticas para a Educação Básica, Jurema Oliveira Brito, o Diretor de Organização Curricular e Pedagógica da Superintendência de Educação Profissional e Tecnológica, da Secretaria de Educação da Bahia, Roberval Bomfim, a Coordenadora do Ensino Médio da Secretaria de Educação do Estado do Ceará, Iane Nobre, e a Superintendente da Organização Itaú Educação e Trabalho, Ana Inoue.

A audiência foi motivada a partir de constatação de problemas no investimento do Ministério da Educação para a implementação do novo Ensino Médio, em relatório da comissão externa do MEC. Segundo o deputado Bismarck, muitas cidades pequenas e médias terão dificuldades em ofertar mais de uma opção de itinerário formativo. Na audiência, a representante do MEC afirmou que o ministério tem três programas sobre o tema: o programa de apoio ao novo ensino médio; o programa de apoio às redes para a implantação dos itinerários formativos; e o programa de fomento à implantação das escolas de ensino médio em tempo integral. Myrian garantiu que o novo Ensino Médio é prioridade na secretaria, que já investiu mais de R$ 2,6 bilhões na implantação do novo modelo.

O presidente da FENEP, Bruno Eizerik, em sua fala, destacou o trabalho que o ensino privado vem fazendo na implementação do novo Ensino Médio. “A rede privada está adaptada, já temos muitas escolas oferecendo itinerários a partir de 2022”, informou o dirigente. Ele salientou que a preocupação do setor, no momento, é com relação à matriz do Enem, que ainda não está pronta. “Não podemos esperar para ter esse documento somente em 2024”, salientou. Eizerik comentou também que o setor tem expectativas com relação às definições do MEC a respeito de como será a organização do segundo dia de provas do Enem, que vai abordar os itinerários formativos. “Nos preocupa o fato de o Enem abordar mais de três áreas específicas”, salientou. O dirigente sugeriu, ainda, uma padronização de normativas nos Estados, a respeito do novo Ensino Médio. “Alguns estados têm exigido que as escolas ofereçam pelo menos dois itinerários, outros, um. Seria importante termos uma orientação única sobre essa oferta”.

O dirigente aproveitou o espaço de fala para criticar o homeschooling. “Lamentamos que o Congresso esteja discutindo um assunto que vai atender menos de 1% dos alunos brasileiros, diante de tantos outros problemas que vivemos na educação”, frisou.

Ao finalizar a sua fala, o presidente da FENEP sugeriu ao deputado Bismarck que seja pensada a criação de um programa para a Educação Básica, a exemplo do ProUni, no qual a rede privada poderia ser parceira do Estado, para oferecer um ensino de qualidade.

Fonte: Com informações da Agência Câmara de Notícias

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