Plataforma gratuita para avaliação diagnóstica e formativa nas escolas é apresentada pelo MEC em live

Na noite da terça-feira (24/05), a FENEP promoveu uma live para apresentar a plataforma de Avaliações Diagnósticas e Formativas do Ministério da Educação (MEC) (https://plataformadeavaliacaoemonitoramento.caeddigital.net/#!/pagina-inicial), uma ferramenta gratuita e disponível, também para as escolas particulares, para auxiliar na recuperação das aprendizagens dos dois últimos anos, em função da pandemia. O evento foi transmitido pelo canal da Federação no Youtube e contou com a participação da Diretora de Políticas e Diretrizes da Educação Básica do MEC, Myrian Caldeira Sartori e dos diretores da FENEP, Amábile Pacios e Pedro Flexa. Clique aqui para assistir o encontro na íntegra.

Flexa conduziu a apresentação da live e, em sua fala inicial, destacou que as escolas particulares estão em processo de mapeamento de perdas e defasagens e trabalhando para a recuperação dessas aprendizagens. Para ele, a pandemia deixou como lição a importância da escola. “Vimos como as instituições de ensino são necessárias para a sociedade, para a educação e a democracia, o quanto o convívio nesse ambiente é importante, assim como a figura do professor”, disse o dirigente. Em sua fala inicial, Amábile salientou que não se pode negar as perdas de aprendizagem nesses últimos dois anos, mesmo com toda a estrutura que as escolas particulares montaram, com o ensino remoto. Para ela, a plataforma de Avaliações Diagnósticas e Formativas do MEC é uma ferramenta confiável, com muita tecnologia, e gratuita, para auxiliar os gestores nesse período do retorno ao ensino presencial. “É um dever cidadão da escola admitir as perdas de aprendizagem e correr atrás para recuperar. Essa ferramenta nos ajuda nesse trabalho”, reforçou Amábile.

Ao apresentar a estrutura e os objetivos da plataforma do MEC, Myrian explicou que a ideia é auxiliar as escolas a fazer um diagnóstico preciso das perdas de aprendizagem durante a pandemia e a traçar um plano de ação para agir sobre as deficiências encontradas. “A ideia é que a escola não pare na avaliação do resultado, mas que possa agir a partir dos dados obtidos com as avaliações”, reforçou. Além disso, ela entende que a iniciativa pode promover uma discussão sobre a própria avaliação no processo de ensino e aprendizagem. “Hoje, a avaliação tem um espaço muito acadêmico, é rebuscada, de difícil entendimento dos professores. Queremos colocar esse instrumento na mão do docente, para que ele entenda melhor o processo”, destacou a diretora.

Por meio da plataforma, as escolas têm à disposição mais de 500 cadernos de avaliação compreendendo os componentes curriculares de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências da Natureza, Língua Inglesa, Fluência e Produção Textual para toda a etapa do Ensino Fundamental (1º ao 9º ano) e Ensino Médio (1º ao 3º ano). As provas são aplicadas de forma impressa e os resultados podem ser escaneados através de um aplicativo, assim os professores não precisam lançar as avaliações manualmente. A plataforma possibilita a análise dos resultados dos exames e do desempenho dos estudantes, além de oferecer respostas comentadas. Estão programados quatro ciclos de avaliação diagnóstica para esse ano, nos meses de março, maio, agosto e outubro. Desta forma, segundo Myrian, é possível fazer um acompanhamento do desempenho dos estudantes bimestralmente e uma melhor organização do trabalho pedagógico.

A diretora do MEC destacou que uma das vantagens da ferramenta é que os resultados das avaliações são disponibilizados em poucos dias após a realização das provas, o que permite aos gestores uma atuação rápida a partir das informações obtidas. Na plataforma estão disponíveis cadernos com atividades para a recuperação das defasagens, assim como videoaulas para auxiliar o trabalho dos professores. Outro recurso interessante para as instituições é a possibilidade de fazer novos agrupamentos de turmas, a partir do nível de aprendizado de cada aluno. “Assim, é possível fazer uma intervenção diferenciada só com um grupo e não com a turma inteira daquele nível”, explicou Myirian.

No evento, Amábile, que também é diretora do Colégio Domus, em Brasília, trouxe a sua experiência com a plataforma, aplicada na sua instituição. Ela relatou que, por meio da ferramenta, os professores identificaram dificuldades nos alunos do 1º ano do Ensino Médio para operar frações. “Com isso, fizemos uma parada pedagógica na Matemática para rever esses conceitos com as turmas. Já, com os alunos dos anos iniciais, conseguimos fazer um trabalho bem efetivo na área da alfabetização, organizando os estudantes por nível de conhecimento para aulas de recuperação no contraturno”, detalhou a dirigente. Para ela, o mais importante foi reconhecer onde era necessário intervir, em qual profundidade e quais habilidades deveriam ser trabalhadas com os alunos.


Saiba mais sobre a plataforma: https://plataformadeavaliacaoemonitoramento.caeddigital.net/#!/pagina-inicial

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