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Transição escolar: Como pais e educadores podem ajudar os filhos em mudanças de etapas marcantes

Da infância à pré-adolescência, dali para a adolescência e, logo mais, para a vida adulta: boa parte das fases da vida tem a presença marcante da escola. As mudanças no desenvolvimento individual, com o passar dos anos, costumam coincidir também com novas etapas de ensino. Quando ingressa na educação infantil, a criança começa a estabelecer vínculos fora do ambiente familiar. O acesso ao primeiro ano do Ensino Fundamental traz consigo mais atividades, mais responsabilidades.

Chegam os anos finais do Ensino Fundamental, e as mudanças ficam mais perceptíveis – acompanhadas ainda de transformações físicas ligadas à pré-adolescência, o que por si só já gera muita insegurança para meninos e meninas. Com a chegada ao Ensino Médio, talvez a mais marcante das transições escolares antes do ingresso no Ensino Superior, vem ainda a troca de escola ou, ao menos, do espaço físico dentro de uma mesma instituição. E como os pais podem ajudar os filhos a lidar com tantas diferenças?

A professora de Pedagogia da Feevale Dalila Backes compara essa transição ao começo de um novo emprego para os pais: uma fase de nervosismo, ansiedade e muitas dúvidas. Para ela, o ideal é manter um diálogo aberto com os filhos, envolvendo compreensão e transmissão de confiança para que os estudantes consigam chegar mais seguros e tranquilos a esse reinício escolar.

Já o professor livre docente da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) Valdir Heitor Barzotto acredita que transição é um fator superdimensionado na educação. Ele afirma que as crianças e adolescentes lidam com questões bem mais complexas, dentro e fora da escola, e portanto a ênfase dada às passagens de séries é desnecessária.

Sem inseguranças nem medos

Na Educação Infantil, tudo é brincadeira: mesmo o aprendizado é lúdico e há pouca cobrança envolvida. O cenário varia quando há o ingresso no Ensino Fundamental e passa por outra mudança significativa no momento em que o estudante chega ao Ensino Médio e começa a vislumbrar o início de sua trajetória adulta.

– A exigência em cada final de ciclo é outra. O 1º ano do Ensino Fundamental já começa a demandar outro ritmo dos estudantes, e o mesmo acontece de maneira significativa no 6º ano do Ensino Fundamental e no 1º ano do Ensino Médio. São momentos em que é preciso orientação pedagógica adequada e apoio da família, além da dedicação dos alunos – salienta a coordenadora pedagógica Maria Waleska Cruz.

A educadora destaca que um ambiente adequado a uma transição natural na escola também é importante. Maria Waleska explica que manter contato com os estudantes que estão um ano à frente, seja em meio a eventos escolares ou durante o intervalo das aulas, por exemplo, ajuda a fazer os mais novos entenderem que não é preciso temer a mudança.

– Não só em nível docente, mas em nível discente é interessante falar sobre essa mudança. Crianças do 6º ano contarem para os colegas do 5º ano como é a mudança de ter vários professores em vez de um, ou do 1º ano do Ensino Médio dizerem aos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental algumas das suas experiências mais significativas em sala de aula e fora dela ajuda a desencadear esse processo transitório – afirma.

Para especialistas em educação, é essencial que jovens saibam que podem contar com o apoio dos pais e integrantes da escola durante essas transições, para que assim possam enfrentá-las sem tantas inseguranças e medos. Vale deixar claro que, apesar de mudanças poderem ser um pouco assustadoras no início, cada nova fase da vida traz muitas novidades, aprendizados e amizades – o que vale também para a escola.

As informações são do Portal Gauchazh

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