SIGA A FENEP NAS REDES

VII Congresso da FENEP debate a saúde mental da comunidade escolar

No painel foram apresentados os resultados de uma pesquisa global feita pela Pearson sobre o assunto

A saúde mental da comunidade escolar pós-pandemia foi tema do painel de abertura do VII Congresso da FENEP, que ocorreu de forma online nos dias 01 e 02 de julho, reunindo mais de 5 mil educadores e gestores do ensino privado de todo o país. O debate contou com a participação do vice-presidente de Produtos Educacionais da Pearson para a América Latina, Juliano Costa e da professora, ex-presidente do Conselho Estadual da Educação do Amazonas (CEE/AM) e da Câmara de Educação Básica do CEE/AM, Rosimar Sini. A mediação foi feita pelo presidente do Sinep-MG e diretor da FENEP, Winder Almeida. Clique aqui para assistir a essa palestras na íntegra.

No painel, o dirigente da Pearson apresentou os resultados de uma pesquisa global da empresa, sobre saúde mental, realizada com estudantes e famílias na faixa-etária entre 17 e 60 anos. Foram ouvidas cerca de cinco mil pessoas do Brasil, China, Inglaterra, Estados Unidos e México. Entre os resultados, o estudo mostrou que 85% dos entrevistados acreditam que as escolas e as empresas deveriam se preocupar com a saúde mental dos seus membros e funcionários. E, 92% dos pais pensam que as escolas deveriam oferecer serviço de saúde mental. “Neste ponto, ressaltamos que a ideia não é ter um psicólogo para os alunos, mas, sim, criar um ambiente favorável à saúde mental”, salientou Costa. Quando perguntado a essas famílias se, hoje, a sua escola atende a essa área, somente 26% disseram que a sua instituição trabalha questões envolvendo a saúde mental.

Ao questionar os pais sobre a partir de qual nível de ensino esse trabalho deveria começar, 61% sugerem que seja a partir do Ensino Fundamental. E mais de 90% das famílias gostariam que o trabalho fosse estendido até a Educação Superior. Além disso, para 91% dos pais, a escola deveria desempenhar um papel maior na formação de pessoas para serem capazes de resolver os problemas de saúde mental da atualidade. “Eles gostariam que seu filho, ao sair da escola, pudesse saber encarar o estresse do trabalho e das dificuldades do mundo em constante mudança”, explicou Costa.

Entre as sugestões de como abordar o assunto na escola, as famílias destacaram ser importante valorizar as atividades físicas e programas voltados ao bem-estar, oportunizando espaços de diálogo entre os estudantes, mediado pelo professor, e com profissionais especializados. “No Ensino Médio, considerando o maior foco no Enem, há uma tendência em ter menos tempo para atividades físicas. Sabemos que um corpo saudável contribuiu muito para a saúde mental”, alertou o dirigente.

Quanto ao mercado de trabalho, o levantamento mostrou que 90% das pessoas querem trabalhar em empresas que tenham programas de bem-estar para os funcionários. “Isso significa que se queremos trazer profissionais de destaque para as nossas instituições, um dos diferenciais é que a escola oferece esse ambiente agradável para trabalhar”, frisou o palestrante.

Na avaliação de Costa, os resultados mostram que a comunidade escolar está solicitando uma nova atribuição da escola e quem trabalhar isso terá um diferencial. “Nesse momento, a escola deveria deixar um pouco de lado sua preocupação com relação ao conteúdo e abrir mais espaço para a socialização e as questões que envolvem a saúde mental”, defendeu o especialista.

Em sua fala, Rosimar destacou que a pesquisa demonstra que as famílias estão acreditando no potencial da escola. “São números que nos atribuem uma responsabilidade gigantesca sobre o que precisamos fazer em prol da formação dos indivíduos, mas reconhecemos que por trás disso tem a credibilidade da instituição ‘Escola’”, salientou. Ela acredita que muitas instituições já realizam trabalhos voltados à saúde mental da sua comunidade, mas falta divulgar melhor essas ações para os públicos interno e externo.

Na avaliação da educadora, as instituições precisam remodelar suas estruturas pedagógicas, contemplando os conteúdos perdidos e incluindo as questões envolvendo a saúde mental. “Temos a responsabilidade de não só retomar a escola do modelo antes da pandemia, mas reconstruir esse caminho das relações dentro do ambiente escolar. Os alunos estão mais ansiosos, buscando o imediatismo que vem do uso intenso da tecnologia, entre outros comportamentos evidenciados nesse retorno. A escola precisa reestabelecer com eles o retorno da convivência e envolver a família também nesse trabalho”, defendeu a educadora.

Clique aqui e confira a pesquisa da Pearson na íntegra.

Para assistir as outras palestras do Congresso, clique aqui.

LEIA TAMBÉM